Justiça trava R$ 150 mi e Vasco abandona Brian Rodríguez — agora só livre ou empréstimo

O Vasco já estuda entrar com recurso contra a decisão da juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial, que travou o pedido de empréstimo DIP de R$ 150 milhões solicitado pelo clube na recuperação judicial. A magistrada determinou uma série de diligências, incluindo a contratação de auditoria e apresentação de relatório sumário, antes de analisar novamente o pedido. Os valores serviriam para o fluxo de caixa até o fim do ano e para dar entrada nas contratações nesta janela de transferências, que se encerra nas próximas semanas.
Segundo o ge, a juíza solicitou que o Vasco deposite 60% da proposta de honorários da auditoria para viabilizar o início do prazo de análise, que deve levar ao menos 15 dias. O clube entendeu que a decisão não faz sentido, pois foi a 777 Partners, antiga dona da SAF, que indicou a empresa de auditoria e deveria arcar com a despesa. Todo o processo vai durar, no mínimo, 15 dias, já que qualquer movimento jurídico do clube precisa ser aprovado por dois interventores, Ministério Público, gatekeeper e a própria juíza. Para o Expresso98, a trava expõe o peso da Recuperação Judicial como variável que inviabiliza a janela: o clube projeta três ou quatro reforços, mas a burocracia e o tempo de aprovação comprometem a agilidade necessária no mercado.
Com a decisão, o Vasco recalcula a rota no mercado e pode mudar o perfil dos alvos. Em vez de ir atrás de jogadores para compra no mercado internacional, entre eles Brian Rodríguez e John Mercado, atacantes, pode dar preferência a atletas livres e por empréstimo. O departamento de futebol já avalia essas alternativas enquanto o clube e seu jurídico estudam o recurso. Depois da lesão de Brenner, o clube focou na chegada de um jogador de área e olhou para nomes internacionais, mas agora também observará o mercado nacional. A leitura aqui é que o Vasco volta ao padrão de mercado de baixo risco: o clube gastou quase R$ 200 milhões em atacantes nos últimos dois anos e cerca de R$ 270 milhões desde 2023, mas a lesão de Brenner e o desempenho da equipe — 19º lugar no Brasileirão, com 22 pontos em 22 jogos e saldo de menos 11 gols — indicam que o volume de investimento não se converteu em eficiência no campo.
Como faltam 24 dias para a janela acabar, o dinheiro pode chegar apenas depois do período de contratações. No pedido do empréstimo feito na semana passada, o Vasco afirmou que a situação de caixa é urgente e que os recursos disponíveis podem se esgotar na próxima quinta-feira. O prazo apertado e a dependência de múltiplas aprovações colocam em risco o planejamento traçado pela diretoria para reforçar o elenco antes do fechamento da janela. Na avaliação do Expresso98, o cenário mantém o Vasco refém do tempo: o clube precisaria contratar para reforçar um elenco que vive momento delicado na tabela, mas o calendário judicial não dialoga com o calendário do futebol, e a janela pode fechar sem as peças necessárias para a arrancada que o Cruzmaltino precisa no segundo turno.
Comentários
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!