Lamacchia assina carta pelo investimento de 90% da SAF via Almirante Participações

O empresário Marcos Faria Lamacchia assinou a carta de intenção de compra da SAF do Vasco em nome da empresa Almirante Participações e Empreendimentos S.A., protocolada nesta quarta-feira na Justiça. O documento, endereçado aos interventores judiciais Adriana Campos Conrado Zamponi e Alexandre Cordeiro Macedo, estabelece o compromisso formal de aquisição de 90% da Nova SAF do clube. Também subscreve a carta Mário Junqueira Franco Júnior, apontado nos registros públicos como presidente da Almirante Participações.
A Almirante Participações e Empreendimentos S.A. é uma Sociedade Anônima Fechada constituída em 9 de abril de 2024, com sede em São Paulo e capital social registrado de R$ 10 mil. Segundo os registros oficiais, sua atividade principal é a gestão de instalações esportivas, enquanto sua atividade secundária é a participação em outras empresas, indicando que a companhia pode atuar como veículo de investimentos. Até o momento, a empresa possui poucas informações públicas disponíveis e não há demonstrações financeiras ou relatórios públicos que detalhem sua atuação operacional.
Na carta, Lamacchia afirma que negociou por mais de dois anos com o Vasco e que todos os aspectos comerciais, jurídicos, financeiros, regulatórios e operacionais já estavam definidos. "No momento da intervenção, as partes já haviam alcançado consenso sobre todos os termos materiais do investimento, restando apenas a conclusão da documentação definitiva e sua assinatura", aponta o documento. Segundo o empresário, ele seria o stalking horse bidder da operação, estabelecendo um valor mínimo para o processo competitivo previsto no Plano de Recuperação Judicial.
O investidor afirma que a intervenção judicial interrompeu o processo em sua fase final ao afastar justamente os interlocutores que conduziram as negociações ao longo de mais de dois anos, criando um cenário de incerteza quanto à governança da SAF. Apesar das críticas, Lamacchia mantém o interesse na aquisição e estabelece duas condições para seguir com o investimento: o encerramento da intervenção judicial e o restabelecimento do status quo ante da governança da SAF Vasco, mediante a reintegração dos membros do Conselho de Administração afastados, notadamente Pedro Paulo de Oliveira, Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias; e o saneamento de eventuais irregularidades apontadas pelas autoridades competentes.
Segundo o Podcast Cruzmaltino, o plano aprovado na Recuperação Judicial prevê a criação de uma Nova SAF, onde seriam reunidos os ativos do futebol, e as ações dessa companhia passariam a formar a chamada UPI Equity. Essa estrutura permite que a UPI seja vendida em um processo competitivo, oferecendo mais segurança jurídica ao comprador. O documento protocolado pelo Vasco na sexta vara empresarial anexa o compromisso formal do investidor em comprar 90% da SAF do clube.
Lamacchia também afirma que, da parte dele, "inexiste qualquer divergência quanto aos termos negociais da operação ou qualquer intenção de rediscutir as condições já acordadas", segundo informou o ge. O único fator que impede a assinatura dos contratos, conforme o documento, é o cenário de instabilidade institucional provocado pela intervenção judicial e pela alteração da estrutura de governança da SAF.
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