Lamacchia cobra fim de 'tumulto' e defende Pedrinho para fechar SAF
Investidor quebra o silêncio e acusa ex-aliados políticos de Pedrinho de tentar travar negociação bilionária da SAF do Vasco. Empresário condiciona fechamento do acordo à permanência do presidente cruzmaltino no comando.

Em meio à turbulência política que envolve a venda da SAF do Vasco, o investidor Marcos Lamacchia resolveu quebrar o silêncio para defender o presidente Pedrinho e cobrar o fim das interferências que, segundo ele, travam a conclusão da operação.
Ao Blog do Diogo Dantas, do O Globo, o empresário rebateu acusações de ex-aliados políticos sobre falta de transparência na atual administração e criticou duramente a decisão judicial que afastou Pedrinho do cargo.
'Falta essa turma que quer derrubar o Pedrinho parar de tumultuar. Eles têm muitos interesses pessoais. Considero a negociação concluída', afirmou Lamacchia, que negocia a compra da SAF há quase dois anos.
O investidor revelou um episódio que, para ele, escancarou a manobra política: 'O que mais espanta é que em menos de 24 horas após a decisão judicial que afastou o Pedrinho, o Silvio Almeida [ex-vice de finanças] procurou minha equipe para mudar os termos do acordo. Silvio é sócio do Carregal [ex-vice jurídico] e do Marco Schroeder, presidente do Conselho Fiscal da SAF, o mesmo que elaborou o parecer que preparou o caminho da ação que afastou o Pedrinho.'
Lamacchia questionou ainda a intervenção judicial que nomeou a advogada Samanta Longo, que pediu para deixar o cargo após emitir relatório relâmpago sem apontar irregularidades na gestão.
O empresário foi enfático ao condicionar o fechamento do negócio à permanência de Pedrinho: 'Sem dúvida. 100%. Iremos concluir a negociação com ele, que nunca deveria ter saído.' Segundo Lamacchia, o presidente cruzmaltino e sua equipe conduziram as negociações 'com seriedade e transparência do início ao fim'.
Sobre o imbróglio com a 777 Partners, o investidor minimizou: 'É uma questão negocial. É uma cortina de fumaça.'
Lamacchia também negou qualquer participação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e esposa de seu pai, José Lamachia, que será avalista da operação para garantir o pagamento de dívidas e da recuperação judicial. 'A esposa do meu pai não tem absolutamente nada a ver com isso', afirmou.
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