Lamacchia recebe sondagens de rivais; Vasco acelera para fechar SAF
A demora na conclusão da venda da SAF vascaína fez o empresário Marcos Lamacchia virar alvo de Botafogo e Fluminense. Cúpula cruzmaltina tenta acelerar acordo que arrasta desde o meio de 2025.

A demora na conclusão da venda da SAF do Vasco para o empresário Marcos Lamacchia colocou o investidor no radar de outros clubes. Botafogo e Fluminense fizeram sondagens — o primeiro em meio à negociação de saída de John Textor, o Tricolor conversando paralelamente com a Lazuli. Dirigentes de Vitória e Santos também questionaram sobre Lamacchia em contextos da CBF.
Diante do cenário, o Vasco tenta acelerar o debate interno para concluir o acordo já acertado entre o empresário e o presidente Pedrinho, mas que segue sob avaliações criteriosas. Lamacchia, de 47 anos, é CEO da Blue Star Asset Management, enteado de Leila Pereira e filho do dono da Crefisa, José Roberto Lamacchia.
A operação depende de aval da CBF, que implementou o fair play financeiro e impõe restrições a clubes com pessoas ligadas por parentesco. A diretoria vascaína e a ala jurídica buscam maior segurança, com divergências políticas pontuais. O histórico com a 777 Partners leva parte da cúpula a defender rigor excessivo, linha seguida também pela oposição.
Pedrinho deu carta branca ao jurídico para ser exigente, mas entende que o acordo comercial precisa avançar. Entre os pontos em análise está o pedido de Lamacchia para ter poder de veto na indicação da cadeira do Vasco social no Conselho de Administração da SAF. Outro tema é o investimento de valores de venda de jogadores no elenco — termo que o empresário teria aceitado.
A expectativa é que a venda de 90% da SAF ocorra nas próximas semanas. Na última quinta-feira houve novas conversas para ajustes finos no contrato.
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