Lamacchia revê os números: promete antecipar em R$ 65 mi a R$ 75 mi e aguarda a juíza destrancar tudo

O empresário Marcos Lamacchia pretende antecipar entre R$ 65 milhões e R$ 75 milhões em pagamentos previstos no planejamento financeiro do Vasco para 2026, 2027 e 2028, e aguarda a autorização da juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, para conseguir avançar com o plano. A informação foi revelada pelo jornalista Léo Lacerda, da NetVasco, em publicação no X.
Segundo a apuração, o cronograma da Recuperação Judicial foi estruturado com períodos de carência que variam entre 6 e 12 meses para credores trabalhistas prioritários, e chegam a 36 meses para determinados credores quirografários e fornecedores estratégicos de médio porte. Por isso, a dívida é escalonada: conforme as carências terminam, novas parcelas entram no fluxo e o desembolso anual aumenta.
Em 2026, estão previstos R$ 15 milhões, além de 10% de tudo que o Vasco receber em premiações de competições. Em 2027, são mais R$ 15 milhões, também acompanhados de 10% das premiações em copas. A mudança mais significativa acontece em 2028, quando termina a carência de 36 meses para determinados credores quirografários e fornecedores estratégicos de médio porte. Com o fim dessa carência, a projeção anual da Recuperação Judicial passa para algo entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões. Além disso, o planejamento de Lamacchia prevê R$ 15 milhões para os compromissos da CNRD, também acrescidos de 10% das premiações.
Somando os valores conhecidos — sem considerar os percentuais das premiações —, Lamacchia pode antecipar agora entre R$ 65 milhões e R$ 75 milhões. A intenção do investidor é fazer o acerto das premiações ano a ano: ao final de cada temporada, será verificado quanto o Vasco efetivamente recebeu em premiações e, a partir desse valor, será calculado o percentual de 10% que deverá ser acrescentado aos pagamentos. Para o Expresso98, o movimento representa um sinal claro de comprometimento: ao antecipar obrigações que só venceriam daqui a dois e três anos, Lamacchia busca aliviar o fluxo de caixa imediato e demonstrar que a proposta tem lastro financeiro de longo prazo, reduzindo o sufoco que hoje amarra o futebol.
Segundo o ge, Vasco e Marcos Lamacchia já pediram diversas vezes a abertura do processo competitivo à Justiça. Nos bastidores do clube, entende-se que o processo já poderia ter sido autorizado. As partes não entendem o motivo da demora, mesmo após os pareceres favoráveis do Ministério Público e da administração judicial. A juíza havia pedido os pareceres do MP, do AJ e do gatekeeper — somente o último ainda não se manifestou. O gatekeeper é o cargo de fiscalização e monitoramento nomeado pela Justiça no processo de recuperação judicial do Vasco, função exercida pelo ex-procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem.
Em entrevista ao ge neste domingo, Lamacchia afirmou que aguarda a Justiça autorizar a abertura do processo competitivo para que a negociação avance. "A gente está esperando a Justiça liberar o leilão para podermos transformar o Vasco. Por enquanto é isso que eu posso dizer", disse Lamacchia.
O Vasco tem uma proposta concreta da Almirante Participações, de Marcos Lamacchia, que servirá como referência mínima para o processo competitivo. A próxima etapa é a abertura da disputa pela UPI Equity. Outros interessados poderão apresentar propostas, e, caso alguém ofereça um valor superior, Lamacchia terá o direito de igualar a maior oferta. Se não houver uma proposta vencedora de terceiros, a oferta de Lamacchia será declarada vencedora. A partir daí, o processo ainda precisará passar pelas etapas previstas no Vasco, incluindo a aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral. A leitura do Expresso98 é que, com dois dos três pareceres já favoráveis e a proposta servindo de piso garantido no leilão, o clube segue no caminho da virada institucional — a torcida aguarda a magistrada destravar o que pode ser o início de um novo ciclo, embora o trajeto ainda dependa de etapas políticas internas e do cumprimento das exigências judiciais remanescentes.
Com informações do NetVasco, que cita X Léo Lacerda NTV.
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