Lazaroni detona arbitragem após derrota: 'critério diferente'
Auxiliar permanente do Vasco deu entrevista coletiva após revés por 3 a 1 para o Olimpia, no Paraguai, pela Sul-Americana. Bruno Lazaroni criticou duramente a atuação de Wilmar Roldán e destacou falta de uniformidade nos critérios.

A derrota por 3 a 1 para o Olimpia, na noite desta quarta-feira no Defensores del Chaco, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana, deixou o Vasco em situação delicada na competição continental — e a insatisfação da comissão técnica com a arbitragem ganhou destaque no pós-jogo.
Bruno Lazaroni, auxiliar permanente do clube, assumiu a coletiva após a expulsão de Marcelo Salles, um dos assistentes principais de Renato Gaúcho, ainda no primeiro tempo. E foi direto ao ponto: o colombiano Wilmar Roldán não adotou o mesmo critério para marcar faltas nas duas equipes.
— Analiso a partida da seguinte maneira: tínhamos a estratégia clara de dar a bola para o Olimpia e, quando chegasse em bloco médio, a gente faria a pressão para fazer a transição. Isso deu certo, tivemos oportunidades no decorrer do jogo, por duas ou três vezes podíamos ter matado a partida, mas quero falar que o critério não foi o mesmo para as duas equipes — afirmou Lazaroni.
Mesmo diante do resultado adverso, o auxiliar enxergou méritos na atuação vascaína. Segundo ele, o time criou pelo menos duas transições ofensivas que poderiam ter resultado em finalizações perigosas. O segundo gol do Olimpia, porém, nasceu de uma falta que o árbitro ignorou durante toda a partida para o lado cruzmaltino.
— A gente teve pelo menos duas transições ofensivas que poderiam ter terminado no mínimo em finalização. A falta que gerou o segundo gol, ele não deu para a gente o jogo inteiro, aí o árbitro de linha vai, marca e o árbitro aceita. Nos prejudicou a falta de critério — completou.
A partida também marcou a terceira expulsão consecutiva sofrida pelo Vasco. Desta vez, o jovem João Vítor Mutano, que fazia seu primeiro jogo como titular, recebeu cartão vermelho direto por acertar o órgão genital de um adversário com uma solada. Lazaroni reconheceu a correção da punição, mas voltou a alfinetar a arbitragem.
— A expulsão foi correta. É um menino, não podemos responsabilizar. Foi o primeiro jogo dele de início. Foi um momento crucial da partida. Mas eu destaco de novo a falta de critério pela forma como ele estava marcando, ou não marcando, as faltas ao nosso favor.
Com a derrota no Paraguai, o Vasco caiu para a segunda posição do Grupo G da Sul-Americana e agora depende de combinação de resultados na última rodada para garantir a classificação direta às oitavas de final. Na próxima quarta-feira, o time recebe o Barracas Central em São Januário. Para reassumir a liderança da chave, precisa vencer e torcer por uma vitória do Audax Italiano sobre o Olimpia — mas sem que os paraguaios façam grande saldo de gols. Apenas o primeiro colocado avança direto à fase eliminatória.
— Ficou mais difícil porque não dependemos apenas do nosso resultado, mas vamos encarar esse jogo como encaramos todos os jogos como jogamos a competição até agora. Queremos ganhar e vamos ver quem vai passar no final — disse Lazaroni.
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