Léo Jardim destaca evolução do Vasco após empate com Fluminense: 'Jogo está em aberto'

O goleiro Léo Jardim analisou o empate em 0 a 0 entre Vasco e Fluminense, neste sábado (1º), no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Para o arqueiro, o Cruzmaltino conseguiu impor o estilo de jogo e mostrou evolução, mas pecou na fase ofensiva.
"Acho que foi um jogo muito truncado. A gente já esperava que seria. Viemos com uma estratégia de tentar neutralizar o Fluminense e tentar jogar quando tivéssemos a bola. Acho que em grande parte do primeiro tempo a gente conseguiu ter a bola e conseguiu jogar. Mas acho que a gente pode melhorar no último terço, na finalização das jogadas. A equipe tem mostrado evolução. O jogo está em aberto. Vamos trabalhar para melhorar no que tiver que melhorar. Para quarta-feira a gente estar aqui de novo e fazer um grande jogo", disse Léo Jardim.
O técnico Pedro Emanuel também destacou a competitividade da equipe em seu primeiro clássico à frente do Vasco. "O Fluminense é um dos times com mais posse de bola do nosso campeonato. O objetivo inicial era equilibrar isso, e a forma como iniciamos foi um bom indicativo: com qualidade na posse e circulação. Faltou, de fato, um pouco de mais objetividade no último terço. Isso vem da confiança que estamos falando. Mas acreditamos no processo, no valor, e na nossa equipe. Foi evidente isso hoje", comentou o treinador português.
Pedro Emanuel também citou a chance desperdiçada por Tchê Tchê como exemplo da falta de sorte. "Faltou uma pontinha de sorte. Tivemos uma excelente oportunidade, Fluminense também, mas acredito que a nossa ainda mais clara, e com um jogador (Tchê Tchê) que, vocês sabem, vem sendo bastante exigido por toda a gente. Mas, mesmo que tivéssemos marcado, o placar estaria em aberto. A equipe demonstrou há dois jogos que está viva, é ser competitiva, arrastar a torcida para o nosso lado e acreditar até o final. E é um mérito muito grande por parte dos jogadores. Tiveram uma atitude fantástica. Fomos competitivos até o final", afirmou.
Ao projetar o jogo de volta, Léo Jardim relembrou a semifinal da Copa do Brasil de 2025, quando foi decisivo nas penalidades contra o mesmo rival. "O que aconteceu no ano passado já passou. O adversário é o mesmo, mas é outra história. Então é importante a gente estar concentrado para fazer um grande jogo e buscar o resultado nos 90 minutos. Mas se for para as penalidades, eu vou procurar me preparar, estudar bem para ajudar a equipe", finalizou o goleiro.
Com o empate sem gols, não há vantagem para o jogo de volta. Fluminense e Vasco voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira (5), às 21h30, no Maracanã. Quem vencer se classifica para as quartas de final. Novo empate leva a decisão para os pênaltis.
Com informações da Gazeta Esportiva, que cita Itatiaia.
## Análise Expresso98
O empate sem gols no Maracanã pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil deixa tudo em aberto para a volta, e as palavras de Léo Jardim e Pedro Emanuel traduzem um sentimento importante: o Vasco mostrou evolução e competitividade num clássico historicamente equilibrado. O Cruzmaltino conseguiu neutralizar um adversário acostumado a dominar a posse de bola, teve controle em boa parte do primeiro tempo e criou ao menos uma chance clara — desperdiçada por Tchê Tchê, mas que demonstra que o time chegou com perigo. Num momento delicado da temporada, com apenas 21 pontos em 20 jogos e na 18ª posição do Brasileirão, mostrar caráter competitivo diante do Fluminense e arrastar a torcida para o lado cruz-maltino é mérito que não pode ser ignorado.
O que joga a favor do Vasco é justamente essa evolução citada por Léo Jardim — a equipe vem mostrando mais organização sob o comando de Pedro Emanuel, que em apenas três jogos à frente do time já conquistou sua primeira vitória e agora disputa uma vaga nas quartas de final em pé de igualdade. A volta de Jair após dez meses de lesão traz qualidade e experiência ao meio-campo, e o goleiro relembrou com confiança a semifinal da Copa do Brasil no ano passado, quando foi decisivo nas penalidades contra o mesmo rival — um trunfo psicológico caso a disputa se estenda. O técnico português elogiou a atitude dos jogadores e destacou que o time está vivo, competitivo e acreditando até o final, ingredientes fundamentais para buscar a classificação na quarta-feira.
O que preocupa é a conhecida dificuldade ofensiva: Pedro Emanuel foi direto ao reconhecer que falta serenidade nas decisões nos últimos 20 metros, com ansiedade nas finalizações e pouca objetividade no terço final — problema recorrente e que precisa ser corrigido urgentemente. A chance desperdiçada por Tchê Tchê, jogador que vem sendo bastante exigido, ilustra essa fragilidade num momento em que a definição pode custar caro. Além disso, a situação no Brasileirão é delicada, com o Vasco na zona de rebaixamento e saldo negativo de gols, e nomes como Marino Hinestroza, Cuiabano e Nuno Moreira seguem em fase ruim, precisando de recuperação para aumentar o poder de fogo do elenco.
A leitura do Expresso98 é de que o Vasco tem, sim, condições reais de avançar. O empate sem gols não dá vantagem a ninguém, mas também não tira o Cruzmaltino da disputa — e a evolução mostrada sob Pedro Emanuel, aliado à experiência de Léo Jardim em pênaltis e à garra demonstrada nos últimos jogos, são motivos legítimos de esperança. É preciso corrigir a ansiedade ofensiva, encontrar serenidade nas finalizações e confiar no processo que o técnico português vem construindo. O Clássico dos Gigantes voltará ao Maracanã na quarta-feira com tudo em aberto, e o Vasco tem mérito, qualidade e história suficientes para acreditar na classificação — desde que transforme evolução em gol e competitividade em resultado concreto.
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