Maracanã registra 48.794 presentes e R$ 3,2 mi de renda em Fluminense 1 x 3 Vasco

O clássico de volta das oitavas de final da Copa do Brasil 2026, vencido pelo Vasco por 3 a 1 sobre o Fluminense no Maracanã, reuniu 48.794 torcedores presentes, sendo 45.195 pagantes, e gerou uma renda de R$ 3.202.786,50. O resultado, somado ao empate sem gols na ida, garantiu a classificação vascaína às quartas de final da competição.
Segundo o GE, Brenner marcou dois gols para o Vasco, enquanto Puma Rodríguez anotou o terceiro. Martinelli fez o gol de honra do Fluminense. Com a vitória, o Vasco chegou à 10ª eliminação do Fluminense em confrontos mata-mata desde 2001, o dobro das cinco vezes em que o clube das Laranjeiras superou o rival no mesmo período.
Essa é a terceira vez consecutiva que o Vasco elimina o Fluminense especificamente na Copa do Brasil: o Cruz-Maltino já havia avançado nas semifinais de 2006 e 2025. Na história da competição, o Tricolor só superou o rival uma única vez, nas oitavas de 2000, quando os times empataram em 1 a 1 na ida e 2 a 2 na volta, com o Fluminense avançando pelo critério do gol fora de casa.
Das 10 classificações vascaínas no século, três aconteceram na Copa do Brasil e sete no Campeonato Carioca. No torneio estadual, o equilíbrio é maior, com o Vasco registrando sete vitórias contra cinco tricolores. A hegemonia vascaína em mata-matas nacionais é total no período, com três classificações em três confrontos.
A Acerj divulgou as estatísticas completas da partida no Maracanã. O Vasco agora aguarda o sorteio das quartas de final da Copa do Brasil 2026.
## Análise Expresso98
**Contexto do momento:** O Vasco acaba de escrever mais um capítulo glorioso na sua história de mata-matas contra o Fluminense. A vitória por 3 a 1 no Maracanã, com quase 49 mil presentes e mais de R$ 3,2 milhões de renda, carimbou a classificação às quartas da Copa do Brasil e manteve viva a hegemonia cruz-maltina em confrontos decisivos nacionais contra o rival — são três eliminações em três duelos de mata-mata pelo Brasil desde 2001, todas na Copa do Brasil. É a terceira vez seguida que o Gigante tira o Tricolor especificamente nesta competição, repetindo o feito de 2006 e da campanha do ano passado. Enquanto a situação no Brasileirão segue delicada — 18º lugar, com cinco derrotas seguidas no geral —, a Copa do Brasil se consolida como vitrine de força e tradição vascaína em decisões.
**O que joga a favor:** A capacidade de crescer em jogos grandes é a marca registrada deste Vasco. Brenner com dois gols e Puma Rodríguez confirmaram que o time tem arsenal ofensivo para fazer valer o manto sagrado em clássicos decisivos, e a torcida respondeu com público expressivo mesmo diante do momento turbulento no campeonato por pontos corridos. A estatística de 10 classificações contra o Fluminense em mata-matas desde 2001 — o dobro das eliminações sofridas — não é coincidência: é DNA de Gigante da Colina, clube que nasceu para decisões. Além disso, a possibilidade de inscrever jogadores até sexta-feira para a Sul-Americana (Thiago Mendes já está garantido contra o Fluminense na quarta) e as conversas por reforços ofensivos como Brian Rodríguez e Colidio mostram uma diretoria ativa, tentando armar o elenco para a sequência de mata-matas que se avizinha.
**O que preocupa:** A forma recente no geral — cinco derrotas consecutivas considerando todas as competições — é o alerta vermelho que não pode ser ignorado. A 18ª posição no Brasileiro, com apenas 21 pontos em 20 jogos e saldo negativo de oito gols, coloca o Vasco na zona de rebaixamento e exige reação urgente. O próximo compromisso é contra o Bahia, fora de casa, e a regularidade no campeonato nacional precisa ser encontrada antes que a situação se torne insustentável. A Copa do Brasil é vitrine e tradição, mas o pão de cada dia é o Brasileirão — e ali o cenário é preocupante, exigindo que a confiança do mata-mata seja transplantada para a maratona de pontos corridos.
**Leitura Expresso98:** O Vasco provou, mais uma vez, que carrega no peito a cruz da raça e da história. Eliminar o Fluminense pela terceira vez seguida na Copa do Brasil não é obra do acaso — é a confirmação de que este clube, mesmo em momentos difíceis, encontra força extra quando o jogo vale eliminação. Brenner e Puma brilharam, a torcida compareceu, e a estatística de hegemonia em mata-matas nacionais contra o rival tricolor segue intocável no século. Agora é equilibrar a balança: usar a moral da classificação para reagir no Brasileiro, onde a situação pede urgência, e seguir firme na Copa do Brasil com a mentalidade de quem sabe vencer quando a pressão aperta. O Gigante mostrou que, quando precisa, ainda sabe rugir — e isso, cruz-maltino, é motivo de orgulho e esperança.
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