Marcos Lamacchia defende Pedrinho e nega Leila na SAF
Filho do dono da Crefisa falou pela primeira vez sobre a compra da SAF e criticou a intervenção judicial. Empresário cobra retorno do presidente ao comando e alerta: 'Temos urgência com a janela'.

Marcos Lamacchia, filho do empresário José Roberto Lamacchia, quebrou o silêncio nesta terça-feira e concedeu sua primeira entrevista sobre a negociação para compra de 90% da SAF do Vasco. Em conversa com o jornal 'O Globo', o empresário adotou tom de apoio ao presidente Pedrinho — afastado pela Justiça do comando da SAF desde 23 de maio — e garantiu que a conclusão do negócio só acontecerá com o retorno do dirigente ao poder.
Marcos criticou a intervenção judicial e, assim como o pai havia feito anteriormente, afirmou considerar a operação de compra concluída. Segundo ele, o que impede a finalização da venda são ex-aliados de Pedrinho, afastados na semana passada.
'Falta essa turma que quer derrubar o Pedrinho parar de tumultuar. Eles têm muitos interesses pessoais. Considero a negociação concluída', declarou. 'Tivemos conversas intensas, idas e vindas de contrato há quase 2 anos, mas estão tentando desqualificar a negociação, inventando histórias e narrativas para colocar em xeque a credibilidade de quem sempre foi correto do lado do Vasco.'
O empresário ainda afirmou que eram mais de 10 pessoas pelo lado vascaíno nas negociações, incluindo aqueles que hoje contestam o processo. 'Os únicos de fato que tinham interesses pessoais, que fizeram pedidos, foram afastados do processo e hoje reclamam, entraram com a ação e pedem transparência', completou.
Marcos também comentou a renúncia de Samantha Mendes Longo ao cargo de interventora judicial da SAF. Na opinião dele, tanto a interventora quanto o Poder Judiciário teriam sido 'induzidos ao erro'. 'Ficou claro que a intervenção não era necessária. Que foi uma manobra', afirmou, citando ligação do processo com Silvio Almeida, ex-vice de finanças.
A gestora enviou petição para deixar o cargo alegando problemas de segurança pessoal. Marcos classificou a situação como 'castelo de cartas' que desmoronou. 'A interventora foi imparcial e o relatório relâmpago comprovou a ausência de irregularidades da gestão. Continuar com essa intervenção fantasma só serve para atrasar a vida do Vasco', disse.
No relatório entregue à Justiça junto à renúncia, Samantha apontou o desejo mútuo entre as partes para a conclusão da venda e sugeriu a instauração imediata de uma mediação entre o CRVG, a 777 e os potenciais compradores da SAF.
Marcos demonstrou urgência para a conclusão do processo: 'Essa judicialização irresponsável parou a vida do Vasco. Será que essa turma sabe que temos uma janela para contratar jogadores, evitar problemas desportivos e contas e credores a pagar?'
O empresário também negou qualquer participação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e esposa de seu pai, no negócio. José Roberto Lamacchia será avalista da operação para garantir o pagamento de dívidas e da recuperação judicial. 'A esposa do meu pai não tem absolutamente nada a ver com isso. Ela faz um grande trabalho. Me inspira muito, mas meu objetivo é superá-la', afirmou Marcos.
Comentários
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!