Nova regra detona o Vasco: 11 gringos no elenco, cota de 5 até 2030 e a conta fecha em saídas
Com onze jogadores estrangeiros no plantel, o Vasco da Gama será um dos clubes mais afetados pela regra aprovada nesta segunda-feira pelos clubes da Série A e Série B: limite de cinco estrangeiros por partida até 2030.

Onze estrangeiros no elenco, cinco vagas por partida a partir de 2030 — e alguém vai ter que sair. O Vasco da Gama é um dos clubes da Série A com maior número de atletas não brasileiros no plantel e, consequentemente, será diretamente impactado pela nova regra aprovada em reunião nesta segunda-feira pelas equipes das duas principais divisões do futebol brasileiro.
O teto será reduzido gradualmente até chegar a cinco jogadores estrangeiros por partida em competições nacionais até 2030. A decisão não é definitiva e pode ser revista a cada temporada conforme o desenrolar dos fatos.
O elenco vascaíno contabiliza, neste momento, onze nomes oriundos de outros países: Andrés Gómez, Carlos Cuesta, Colidio, Lescano, Marino Hinestroza, Nuno Moreira, Puma Rodríguez, Rojas, Saldivia, Sosa e Spinelli. O angolano Loide Augusto, ainda que vinculado ao clube, não integra os treinamentos do grupo principal por estar fora dos planos do técnico Pedro Emanuel.
A nova regra torna praticamente inevitável que o clube negocie ao menos parte desse grupo para 2027. A situação de cinco nomes, em especial, sinaliza possibilidades concretas de saída.
Cuesta — empréstimo que cobra caro
O colombiano está emprestado pelo Galatasaray, da Turquia, até dezembro. O Vasco precisará desembolsar 5,75 milhões de euros — equivalente a R$ 36,6 milhões — se desejar adquiri-lo em definitivo.
Titular da defesa vascaína, Cuesta tem a continuidade em aberto. A recente contratação do zagueiro Gabriel Pereira para o mesmo setor pode ser um indicativo do caminho a ser seguido pela diretoria. O desempenho do camisa 46 até o fim da temporada será determinante para a decisão.
Nuno Moreira — de destaque a reserva
Destaque em 2025, o português perdeu espaço na equipe de Pedro Emanuel. No último sábado, o atacante sequer foi relacionado para o duelo contra o Coritiba — goleada de 5 a 0 que aliviou a situação do Vasco na tabela, atualmente com 31 pontos e ocupando a 16ª posição — por opção técnica. A justificativa: era necessário deixar um gringo de fora para não estourar a cota já vigente.
O clube cruzmaltino não recebeu sondagens pelo camisa 17 na última janela de transferências, mas o atacante caiu para o fim da fila com a chegada dos reforços recentes e apresenta desempenho abaixo do esperado tecnicamente em 2026.
Rojas — emprestado sem retorno
O colombiano atua por empréstimo do Monterrey e, com atuações irregulares ao longo da temporada, não deve ter a opção de compra ativada pelo Vasco ao término do vínculo. A aquisição em definitivo custaria US$ 3,5 milhões — cerca de R$ 20,7 milhões na cotação atual. Reserva no esquema de Pedro Emanuel, Rojas deve deixar o clube ao final do ano.
Saldivia — crescimento recente não garante permanência
O uruguaio apresentou evolução nas últimas partidas, mas não consolidou a titularidade na defesa e atravessou período de instabilidade ao longo da temporada. Saldivia recebeu propostas para deixar São Januário na última janela, porém optou por permanecer no clube.
Spinelli — investimento sem retorno técnico
Investimento superior a R$ 12 milhões na janela de transferências do início do ano, o argentino não correspondeu às expectativas técnicas da diretoria. A contratação subsequente de Colidio e Bruno Duarte para reforçar o setor ofensivo evidencia a necessidade de alternativas ao camisa 77. Uma saída de Spinelli em 2027, após a vigência das novas regras, não está descartada.
Com informações do ge.globo.
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