Novo interventor da SAF do Vasco garante que não atuará em questões esportivas

Novo interventor da SAF do Vasco garante que não atuará em questões esportivas

O advogado Athos de Andrade Figueira Neves, novo interventor judicial da Vasco SAF, manifestou-se oficialmente após sua nomeação pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Por meio do escritório NFCS Advogados, o profissional garantiu que sua atuação será limitada às questões administrativas da companhia e que não participará das decisões esportivas do clube.

Segundo o comunicado divulgado pelo escritório, as questões esportivas continuarão sendo conduzidas pelos executivos da Vasco SAF nomeados pela administração afastada. Isso significa que eles permanecem à frente das negociações de jogadores de futebol, da contratação de técnico e de todas as outras providências necessárias para a rotina da temporada esportiva. A intervenção ficará restrita a processos de governança corporativa, prestação de contas e circulação de informações entre os órgãos sociais da SAF.

Athos Neves aceitou formalmente o encargo nesta quarta-feira, às 14h12, ao protocolar petição nos autos do processo número 3111644-78.2026.8.19.0001. O advogado é sócio do escritório Neves, Figueiredo, Cerqueira e Souza Advogados, especializado em processos de insolvência empresarial, recuperação judicial e falência. Diferentemente da ex-interventora Samantha Mendes Longo, que foi ex-diretora da CBF, ele não tem no currículo participação no meio esportivo. Athos atuou no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em processos de recuperação judicial e falência de grandes grupos empresariais.

No comunicado, o interventor afirmou que assumiu o caso "muito honrado e com profundo respeito ao Club de Regatas Vasco da Gama e à sua torcida", comprometendo-se a conduzir a etapa "com transparência, diálogo, responsabilidade e com a expectativa de que seja breve o caminho de volta à normalidade institucional plena". Segundo o escritório NFCS, a equipe já tomou ciência integral da decisão judicial e está estruturando seu plano de ação, além de marcar as primeiras reuniões com todas as partes interessadas no caso.

A manifestação reforça que a intervenção será temporária, excepcional e focada em temas como transparência administrativa, relatórios periódicos ao Juízo e condução do retorno à normalidade institucional. O escritório informou que fará reuniões com representantes da Vasco SAF, do Club de Regatas Vasco da Gama, da 777 Carioca LLC, da administração judicial da recuperação judicial e da auditoria ICTS Global.

Um dos papéis do interventor, segundo o documento da juíza Simone Gastesi Chevrand, é fazer com que haja uma condução da gestão "no sentido de devolver à administração do CRVG aqueles que para isto foram eleitos", ou até mesmo "adotar providências voltadas à convocação subsequente de assembleia deliberativa de nova gestão". A decisão é da magistrada que passou a conduzir o processo após a declaração de suspeição dos juízes que atuavam anteriormente no caso. Ela afirmou que não impôs qualquer veto à venda da SAF e não descarta a volta gradual de membros do antigo conselho.

Em movimento paralelo, a 777 Carioca protocolou petição nos autos do agravo de instrumento interposto pelo Vasco, pedindo a rejeição do efeito suspensivo. Segundo o advogado Leonardo Rezende, a manifestação da 777 retira do desembargador a possibilidade de adiar a decisão para momento posterior.

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Publicado em 09 de julho de 2026

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