Oito expulsões em 2026: indisciplina vira fantasma do Vasco
Vasco acumula oito cartões vermelhos na temporada — seis sob Renato Gaúcho — e vê resultados comprometidos. Contra o Olimpia, João Vitor Mutano foi o terceiro expulso consecutivo, selando virada paraguaia na Sul-Americana.

Oito expulsões em uma temporada. O número não deixa margem para interpretação: o Vasco enfrenta um problema grave de indisciplina em 2026. Contra o Olimpia, na derrota por 3 a 1 pela Copa Sul-Americana, João Vitor Mutano tornou-se o terceiro jogador expulso em três partidas consecutivas — um dado que acende o alerta máximo na comissão técnica de Renato Gaúcho, responsável por seis dos oito cartões vermelhos sofridos pelo clube na atual temporada.
A expulsão de Mutano aos 26 minutos do segundo tempo, após solada em Alfonso quando o jogo estava empatado em 1 a 1, repetiu um padrão preocupante: ação imprudente em momento decisivo. Os paraguaios aproveitaram a superioridade numérica, pressionaram e viraram nos minutos finais, garantindo o primeiro lugar no Grupo G. No banco, o auxiliar Marcelo Salles também levou vermelho por reclamação, ampliando o clima de tensão.
Nos dois jogos anteriores, o cenário se repetira. Pelo Brasileirão, Cuesta foi expulso aos 46 minutos do segundo tempo contra o Internacional, após carrinho em Allex — quando o Vasco já estava goleado por 4 a 1 no Beira-Rio. Na Copa do Brasil, Thiago Mendes recebeu cartão vermelho direto após cotovelada no adversário, com o placar em 2 a 2 contra o Paysandu. O capitão ficará de fora do jogo de ida das oitavas de final.
Na própria Sul-Americana, a situação já havia se repetido. Contra o Audax Italiano, em São Januário, JP e Cuesta foram expulsos em uma arbitragem marcada por confusão e lances polêmicos, deixando o Vasco com nove jogadores em campo. A equipe sofreu a virada e perdeu por 2 a 1.
A lista completa das expulsões em 2026 revela um problema sistêmico: Lucas Piton (Vasco 4 x 2 Maricá, Carioca), Barros em duas ocasiões (Flamengo 1 x 0 Vasco, Carioca; Cruzeiro 3 x 3 Vasco, Brasileiro), JP e Cuesta (Vasco 1 x 2 Audax Italiano, Sul-Americana), Thiago Mendes (Vasco 2 x 2 Paysandu, Copa do Brasil), Cuesta novamente (Internacional 4 x 1 Vasco, Brasileiro) e, por fim, João Vitor Mutano (Olimpia 3 x 1 Vasco, Sul-Americana).
O padrão revela mais do que falta de sorte com árbitros: há um componente de desequilíbrio emocional e escolhas técnicas inadequadas em momentos de pressão. Com seis expulsões sob comando de Renato Gaúcho, o tema precisa ser tratado internamente com urgência. A indisciplina deixou de ser episódica e tornou-se estrutural — e os resultados pagam o preço.
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