Paulo Henrique brilha, dá assistência e reconquista vascaínos
Camisa 96 teve atuação de destaque na vitória sobre o Independiente Medellín pela Sul-Americana. Do seu passe saiu o gol de Thiago Mendes que classificou o Vasco às oitavas. Torcida celebra desempenho que relembra os melhores momentos de 2025.

Paulo Henrique voltou a brilhar. Na vitória sobre o Independiente Medellín pela Copa Sul-Americana, o camisa 96 teve uma atuação que fez a torcida vascaína relembrar seus melhores momentos de 2025, quando chegou à Seleção Brasileira.
Do pé do jogador saiu a assistência para Thiago Mendes garantir a classificação às oitavas de final do torneio internacional. Arrancadas do campo de defesa até o ataque, velocidade e passes precisos marcaram a apresentação do atleta em São Januário.
Foi a primeira vez que Paulo Henrique iniciou como titular desde a chegada do técnico Pedro Emanuel. A vaga na lateral vem sendo disputada com Puma Rodríguez, que não consegue uma sequência de atuações convincentes.
O camisa 96 atravessa uma temporada irregular. Ele encerrou 2025 com dores no pé direito, mas forçou para permanecer em campo e não desfalcar o time na reta final da Copa do Brasil. A sequência de jogos comprometidos fisicamente fez com que iniciasse 2026 abaixo do restante do elenco em condicionamento.
Em 2025, Paulo Henrique somou quatro gols e oito assistências em 58 partidas, números que ajudaram a credenciá-lo para a convocação da Seleção.
A diretoria cruzmaltina segue confiando no atleta. Nesta semana, o presidente Pedrinho recusou proposta do PAOK, da Grécia, pelo jogador. A ordem interna é clara: não liberar o camisa 96, considerado peça importante para o restante da temporada.
Com informações do NetVasco, que cita ge.
## Análise Expresso98
A vitória sobre o Independiente Medellín pela Sul-Americana trouxe um alívio pontual em meio à turbulência do Brasileirão — o Vasco segue na 18ª posição, com 21 pontos em 20 jogos e uma sequência de cinco derrotas nos últimos cinco compromissos no geral. A atuação de Paulo Henrique em São Januário, com assistência para Thiago Mendes e resgate da confiança da torcida, foi o ponto alto de uma noite que credenciou o camisa 96 de volta ao posto de titular após semanas de rotatividade com Puma Rodríguez, que não convence. A classificação às oitavas da Sul-Americana mantém o Cruzmaltino vivo em uma competição internacional, mas o clássico contra o Fluminense nas oitavas de final, marcado para casa, chega num momento de extrema fragilidade na liga nacional.
A favor do Vasco está a reconquista de um atleta que foi convocado para a Seleção Brasileira há pouco tempo — Paulo Henrique encerrou a última temporada com quatro gols e oito assistências em 58 partidas, números que sustentam a confiança da diretoria, que recusou proposta do PAOK, da Grécia, nesta semana. A ordem interna de não liberar o jogador reflete a aposta de que ele voltará ao patamar de 2025, quando arrancadas do campo de defesa, velocidade e passes precisos eram rotina. Além disso, o retorno de Jair após dez meses de lesão vem se mostrando promissor, com dois grandes jogos consecutivos desde a volta, acrescentando uma peça de experiência e consistência ao meio-campo.
Do lado das preocupações, a irregularidade de Paulo Henrique em 2026 — iniciada por dores no pé direito que ele forçou para esconder na reta final da Copa do Brasil e que o deixaram abaixo fisicamente no início do ano — ainda não está totalmente superada. A disputa de posição com Puma Rodríguez, que também não encontra sequência, evidencia a falta de uma solução estável na lateral. A forma geral do time, com cinco derrotas seguidas em todas as competições, e a posição dramática no Brasileirão pedem mais do que atuações pontuais: pedem constância. O técnico Pedro Emanuel reconheceu publicamente a falta de serenidade nos últimos 20 metros e dentro da área, e atletas como Marino Hinestroza, Cuiabano e Nuno Moreira seguem precisando de recuperação, sem oferecer alternativas à altura do momento.
A análise do Expresso98 é de que a vitória na Sul-Americana e a boa atuação de Paulo Henrique representam um respiro necessário, mas insuficiente para mudar a fotografia da temporada. O camisa 96 precisa de sequência para provar que voltou ao nível de 2025, e o Vasco precisa transformar lampejos em consistência — o clássico contra o Fluminense dirá muito sobre a capacidade do elenco de sustentar boas atuações sob pressão. A recusa em vender Paulo Henrique sinaliza projeto, mas a irregularidade defensiva, a falta de serenidade ofensiva e a situação crítica no Brasileirão seguem como pontos de interrogação pesados. A Sul-Americana pode ser uma rota de escape, desde que o time consiga estabilizar o mínimo na liga e não transformar o torneio internacional em uma sobrecarga para um elenco já desgastado.
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