Pausas em Copas do Mundo foram divisores na história do Vasco
Cruz-Maltino entra na parada da temporada 2026 na zona de rebaixamento, com 20 pontos. Mas o histórico mostra que paralisações de Mundiais já viraram viradas decisivas no Brasileirão — e também fracassos.

O Vasco atravessa a pausa do calendário de 2026 em situação delicada: três derrotas consecutivas sob comando de Renato Gaúcho deixaram o time na 17ª posição do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos, dentro da zona de rebaixamento. O clube encara o período como oportunidade para corrigir rumos — com reforços e recuperação de atletas abaixo do esperado no primeiro semestre.
Historicamente, as paralisações por Copa do Mundo marcaram pontos de virada nas campanhas vascaínas na era dos pontos corridos. Em 2006, o Cruz-Maltino chegou à pausa na 14ª posição, com 13 pontos, três acima do Z-4. Também sob Renato Gaúcho, o time deu guinada no segundo semestre e chegou à última rodada brigando por vaga na Libertadores — precisava vencer o Figueirense fora de casa, mas ficou no empate sem gols. Leandro Amaral desperdiçou chance clara aos 47 do segundo tempo, mandando no travessão. O Vasco fechou em 6º, com 59 pontos; a vaga ficou com o Paraná.
Em 2010, a situação era dramática: pausa na 7ª rodada encontrou o Vasco em 19º, com apenas cinco pontos. Celso Roth, substituto de Gaúcho, deixou o cargo para assumir o Internacional. Com Paulo César Gusmão, o time reagiu — reforçado por Eder Luis, Felipe e Zé Roberto, além da permanência de Carlos Alberto — e terminou em 11º, garantindo vaga na Sul-Americana de 2011.
Já em 2014, na Série B, o Vasco ocupava modesto 6º lugar na pausa da 10ª rodada. Apesar de nomes como Kléber Gladiador, Douglas e Guiñazu, a equipe não empolgou, mas confirmou acesso em terceiro, atrás de Joinville e Ponte Preta, sendo vaiada no Maracanã após empate com o Icasa.
Em 2018, antes da pausa da Copa da Rússia, o time estava em 11º, com 16 pontos. Zé Ricardo pediu demissão pouco antes da paralisação; seguiram-se Jorginho, Alberto Valentim e Valdir Bigode. O argentino Maxi López, contratado na pausa, foi decisivo para evitar o rebaixamento: sete gols e cinco assistências em 19 jogos. O Vasco fechou em 16º, com 43 pontos, escapando na última rodada.
Agora, a comissão técnica de Renato Gaúcho terá tempo para ajustar erros e tentar repetir as reações históricas de 2006 e 2010.
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