Pedrinho detona Fla-Flu, promete rever licitação do Maracanã e escancara: 'BAP pediu acordo'
O presidente do Vasco afirmou que vai revisar a concessão do Maracanã, administrada por Flamengo e Fluminense, e revelou que o acordo para uso do estádio nos clássicos partiu do próprio presidente rubro-negro.

A aprovação da venda da SAF do Vasco pelo Conselho Deliberativo veio acompanhada de uma declaração incendiária do presidente Pedrinho. Em pronunciamento após a sessão, ele afirmou que vai rever a licitação do Maracanã, administrada pelo consórcio Fla-Flu Serviços S.A., e revelou que o acordo firmado em 2025 para uso do estádio nos clássicos partiu do presidente do Flamengo, BAP.
Segundo Pedrinho, a reestruturação institucional do Vasco está incomodando o consórcio — e a tendência é que o incômodo cresça. Ele garantiu que vai revisar a situação da concessão, mesmo com o Vasco tendo São Januário como casa própria.
"O que eles estão fazendo? Me sufocando, me empurrando para onde eles querem que eu jogue? Se o Vasco passou um período sem representatividade e isso tá incomodando, vai incomodar muito mais, inclusive com o consórcio do Maracanã, a licitação. Eu vou rever isso, pode ter certeza absoluta. É por eu ter casa que eu não posso rever isso? Vou rever, sim, senhor", declarou.
O presidente vascaíno seguiu: "Então, assim, se está incomodando o Vasco voltar ao seu trilho, e não estou falando sobre título, sobre nada disso. Estou falando sobre reestruturação institucional. Como eu já falei, eu não prometo título, não prometo vitória, eu prometo trabalho. Vou seguir incomodando".
Pedrinho também revelou os bastidores do memorando de entendimento firmado entre Vasco, Flamengo e Fluminense, que estabelece que todos os clássicos de 2025 e 2026 sejam disputados no Maracanã. Além dos clássicos, o acordo prevê quatro jogos do Vasco por ano no estádio.
Segundo o presidente cruzmaltino, a negociação começou quando o Vasco exerceria mando de campo contra o Flamengo, mas atuaria como visitante. Pedrinho afirmou que comunicou a intenção de mandar o jogo no Nilton Santos, onde os setores Norte e Sul são proibidos para torcida visitante nos clássicos. A resposta veio direto da Gávea.
"Esse contrato aconteceu quando eu ia exercer mando de campo contra o Flamengo e exercia papel de visitante. Falei que jogaria no Nilton Santos, onde eles proíbem Norte e Sul. Avisei e disse que o jogo mais violento não era Vasco e Flamengo. E que há outros clássicos que os setores Norte e Sul são abertos. A ligação volta e diz que o presidente do Flamengo queria fazer acordo", relatou.
"Foi quando fizemos um acordo para que eu pudesse exercer o papel de mandante. Customizar o vestiário, número de camarotes, estacionamento, ingressos e os quatro jogos que falei. Foi aceito só para eu fazer esse jogo no Maracanã? Nunca mais usei dos direitos que tenho no contrato. Vou continuar lutando. Pode ter certeza. Sempre que o Vasco for injustiçado num contrato", completou.
As declarações de Pedrinho ocorrem em meio à disputa judicial do Vasco pela liberação do Maracanã para a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. Nesta terça-feira, o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, da 23ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, indeferiu o pedido de efeito suspensivo do clube.
O Vasco buscava reverter a decisão de primeira instância da 2ª Vara Cível da Capital, que havia negado a tutela de urgência contra a Fla-Flu Serviços S.A. A decisão foi tomada em caráter liminar — ainda existe chance de mudança até sábado, data-limite para o Vasco informar à Conmebol onde será a partida de volta contra o Boca.
O relator entendeu que, neste momento, não há elementos suficientes para determinar que a concessionária disponibilize o estádio ao Vasco. Segundo ele, a discussão envolve uma controvérsia de "acentuada complexidade fático-probatória" sobre a real viabilidade da realização da partida no Maracanã, especialmente em relação às condições do gramado, ao calendário de utilização do estádio e às condições operacionais.
Caso optasse por atuar fora do Rio de Janeiro, o Vasco precisaria informar o local à Conmebol até 15 dias antes da data da partida. Com isso, a data-limite teria se encerrado na última segunda-feira. O prazo para definir o estádio é o próximo sábado.
No Campeonato Brasileiro, o Vasco ocupa a 16ª posição com 31 pontos em 27 jogos — oito vitórias, sete empates e 12 derrotas. A última partida encerrada foi a goleada por 5 a 0 sobre o Coritiba em 19 de setembro, em São Januário. O próximo compromisso do time de Pedro Emanuel no Brasileirão será nesta segunda-feira, contra o Botafogo, fora de casa.
Com informações do NetVasco, que cita ge.
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