Pedrinho e Lamacchia apresentam projeto de R$ 120 milhões para novo CT do Vasco

O presidente do Vasco, Pedrinho, reuniu-se na última quinta-feira com Eduardo Cavaliere, prefeito do Rio de Janeiro, para apresentar o projeto de ampliação e modernização do CT Moacyr Barbosa. O encontro contou com a participação de representantes de Marcos Lamacchia, investidor com negociações avançadas para adquirir a SAF do clube a partir de 2027. A obra, orçada em cerca de R$ 120 milhões, será realizada no mesmo local do atual centro de treinamento.
Segundo o ge, que teve acesso exclusivo ao vídeo do projeto, a gestão Pedrinho e a equipe de Lamacchia contrataram o arquiteto Renato Malki para desenvolver o planejamento. Malki foi o responsável por desenhar o novo CT do Red Bull Bragantino, considerado referência na América do Sul pela cúpula vascaína. O projeto prevê uma área total de terreno de pouco mais de 79 mil metros quadrados e uma área construída de aproximadamente 17 mil metros quadrados.
A estrutura contará com quatro campos e três edifícios, além de uma recepção central. O primeiro prédio será destinado ao departamento de Saúde e Performance, Comunicação e à parte administrativa. Serão construídos dois novos edifícios: um de "Hotelaria", com quartos reservados para atletas, auditório, refeitório e cozinha industrial; e outro de "Lazer", com espaço para eventos. A ampliação do CT é uma das principais metas da gestão de Pedrinho, que manifestava incômodo com a ausência de investimentos da 777 Partners no local.
No acordo encaminhado para a venda da SAF para Marcos Lamacchia, são previstos R$ 120 milhões em investimentos destinados ao CT que podem ser diluídos ao longo de dez anos. A construção depende de alvarás e garantias totais da Prefeitura. O clube deseja resguardar-se sobre possíveis trocas no comando do governo e eventuais mudanças na legislação, trabalhando para garantir todas as documentações necessárias para a execução do projeto. A intenção é que as reuniões com a Prefeitura aconteçam de forma periódica.
Além da expansão do CT, Pedrinho também debateu com a Prefeitura os próximos passos da venda do potencial construtivo de São Januário, fundamental para a reforma do estádio. A diretoria havia fechado contrato de exclusividade com a SOD Capital no meio do ano passado, mas a seguradora teve três prazos estendidos sem oficializar a compra. O prazo final encerrou-se no dia 13 de fevereiro deste ano. O Vasco abriu concorrência para novas empresas pela venda do potencial, cujo valor é estimado em mais de R$ 500 milhões, mas ainda não há avanços significativos. Enquanto a venda não é concretizada, as obras de São Januário seguem em compasso de espera.
## Análise Expresso98
O Vasco apresentou na última quinta-feira o projeto de ampliação e modernização do CT Moacyr Barbosa, orçado em R$ 120 milhões, em reunião do presidente Pedrinho com o prefeito Eduardo Cavaliere. O encontro contou com representantes de Marcos Lamacchia, investidor com negociações avançadas para adquirir a SAF a partir de 2027, e teve como base o planejamento do arquiteto Renato Malki, responsável pelo CT do Red Bull Bragantino. A obra prevê 79 mil metros quadrados de terreno, 17 mil de área construída, quatro campos e três edifícios com estrutura de hotelaria, saúde e performance, além de espaço para eventos. O investimento no CT é uma das metas centrais da gestão Pedrinho e faz parte do acordo encaminhado com Lamacchia, que prevê diluição dos recursos ao longo de dez anos.
A apresentação formal do projeto à Prefeitura e a contratação de profissional com currículo reconhecido demonstram seriedade no planejamento e sinalizam ao torcedor que a infraestrutura voltou à pauta prioritária após o período de ausência de investimentos da 777 Partners. A inclusão de representantes de Lamacchia no processo reforça o comprometimento do futuro controlador da SAF com melhorias estruturais de longo prazo, e a escolha de modernizar o local atual evita os desgastes e custos de mudança de sede. A integração do tema CT ao diálogo sobre a venda do potencial construtivo de São Januário mostra coordenação entre as frentes de infraestrutura do clube, algo que vinha faltando nos últimos anos.
A concretização da obra, no entanto, depende inteiramente de alvarás e garantias da Prefeitura, e o próprio clube manifestou preocupação com eventuais mudanças no comando do governo municipal e na legislação. O prazo de dez anos para diluição do investimento é compreensível do ponto de vista financeiro, mas significa que a entrega completa do CT modernizado levará quase uma década. Além disso, a venda do potencial construtivo de São Januário, fundamental para a reforma do estádio, segue travada: o contrato de exclusividade com a SOD Capital teve três prazos estendidos sem oficialização e encerrou-se em 13 de fevereiro, e a concorrência aberta desde então ainda não apresentou avanços significativos, mantendo as obras do estádio em compasso de espera.
O projeto do CT é tecnicamente robusto e politicamente bem encaminhado, mas ainda é apenas um vídeo e um orçamento — sua transformação em realidade passa por trâmites burocráticos lentos e pela efetivação da venda da SAF para Lamacchia, que por sua vez depende do processo de revenda via UPI Equity em curso na Justiça. O Vasco acerta ao retomar o planejamento de infraestrutura e ao buscar blindagens legais para a execução da obra, mas o torcedor sabe que entre a apresentação e a inauguração de um projeto desse porte há um caminho longo, repleto de variáveis políticas, jurídicas e financeiras. A promessa é concreta; a entrega, ainda incerta.
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