Pedro Emanuel estreia com derrota e Vasco enfrenta sequência decisiva

Pedro Emanuel começou sua trajetória no Vasco com derrota de 1 a 0 para o Vitória, no Barradão, nesta quinta-feira. O resultado mantém o clube carioca na zona de rebaixamento ao final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, na 17ª colocação, com 20 pontos.

A estreia foi a primeira oportunidade para o torcedor vascaíno conhecer o estilo do técnico português à beira do campo. Pedro Emanuel trouxe uma mistura de momentos de bastante agitação e outros reflexivos, muitas vezes agachado no gramado. Na etapa inicial, o lado direito era o que mais ouvia as instruções e cobranças. O treinador pedia, sobretudo, por intensidade para os atletas ganharem a segunda bola nas disputas e ajustava o posicionamento de Puma Rodríguez e Adson pelo setor.

Segundo o ge.globo, havia uma preocupação clara com o sistema defensivo, que havia sofrido 29 gols nos 18 jogos anteriores do torneio. Constantemente, Pedro Emanuel comunicava-se com Cuesta e Robert Renan e vibrava com cada bola afastada ou duelo vencido. Um dos principais pontos de incômodo estava na construção, algo nítido pela comunicação do treinador com os homens de meio-campo. Em muitos momentos, ele chamava a atenção de Rojas e Nuno Moreira.

O gol do Vitória saiu após erro individual de Barros, aos 23 minutos do segundo tempo. O volante recebeu passe de Robert Renan na entrada da área, demorou a tomar decisão e foi desarmado por Renato Kayzer, que entrou cara a cara com Léo Jardim e balançou as redes. A reação de Pedro Emanuel foi de demonstração de apoio.

"Vou ser sincero, poderíamos ter feito mais principalmente em termos ofensivos. Defensivamente senti bastante rigor, os jogadores fizeram tudo que treinamos nesses últimos três dias. Hoje aconteceu o que é fruto no futebol: no momento menos bom as coisas vão nos acontecer. É viver e lidar com isso. Só podemos ultrapassar com trabalho", afirmou Pedro Emanuel na coletiva após a derrota.

O Vasco enfrenta agora uma sequência decisiva em três competições. Na próxima quarta-feira, às 19h, o time viaja para enfrentar o Independiente Medellín no Atanasio Girardot, no jogo de ida do play-off da Copa Sul-Americana. No sábado seguinte, às 20h30, recebe o Mirassol em São Januário pelo returno do Campeonato Brasileiro. A partida de volta contra o Medellín acontece em 29 de julho, também em São Januário. Em agosto, o Vasco encara o Fluminense nas oitavas de final da Copa do Brasil, com jogos nos dias 1º e 5, ambos no Maracanã.

## Análise Expresso98

A estreia de Pedro Emanuel no comando do Vasco terminou com derrota de 1 a 0 para o Vitória, no Barradão, e o resultado não poderia vir em pior hora: o Cruzmaltino encerra o primeiro turno do Campeonato Brasileiro na 17ª colocação, com apenas 20 pontos, dentro da zona de rebaixamento. O técnico português teve menos de uma semana para conhecer o elenco e implementar suas ideias — abriu mão de proposta milionária na Arábia Saudita para aceitar o projeto vascaíno —, mas a realidade impôs-se cruel na primeira oportunidade. Com apenas três dias de treino completos, o time mostrou sinais do que Pedro Emanuel busca em termos de organização defensiva e intensidade, mas a falta de criatividade ofensiva e a fragilidade em momentos-chave evidenciaram que o trabalho apenas começou. Agora, o Vasco encara uma sequência brutal:play-off da Sul-Americana contra o Independiente Medellín na próxima quarta-feira, returno do Brasileirão no sábado seguinte contra o Mirassol em São Januário, volta contra o Medellín e, em agosto, o Fluminense nas oitavas da Copa do Brasil. Três competições simultâneas, calendário apertado e a zona de rebaixamento rondando.

É inegável que Pedro Emanuel trouxe padrões defensivos mais evidentes e cobrou intensidade, algo que faltou em boa parte da temporada. O técnico vibrava com cada bola afastada, comunicava-se constantemente com Cuesta e Robert Renan, e a preocupação com o sistema defensivo — que havia sofrido 29 gols em 18 jogos — ficou clara. A postura agachada no gramado, os ajustes de posicionamento para Puma Rodríguez e Adson pelo lado direito, e o apoio imediato a Barros após o erro que gerou o gol do Vitória demonstram um treinador atento e próximo do grupo. O próprio português reconheceu o rigor defensivo na coletiva pós-jogo e admitiu que "defensivamente os jogadores fizeram tudo que treinamos nesses últimos três dias". Para um time que trocou de técnico três vezes na temporada — Fernando Diniz, Renato Gaúcho e agora Pedro Emanuel, passando por Bruno Lazaroni como interino —, enxergar sinais de organização já é um ponto de partida.

Mas o que preocupa é devastador. O Vasco segue na zona de rebaixamento ao final do primeiro turno, com 20 pontos em 19 jogos e saldo de gols negativo em oito. Ofensivamente, o time foi insuficiente: Pedro Emanuel foi sincero ao dizer que "poderíamos ter feito mais principalmente em termos ofensivos", e a falta de criação ficou escancarada na comunicação tensa com Rojas e Nuno Moreira, homens de meio-campo que ouviram cobranças constantes sobre a construção de jogadas. O gol sofrido foi fruto de erro individual de Barros — desarmado por Renato Kayzer após demora na tomada de decisão —, e isso em um momento em que o time parecia minimamente controlado. A fragilidade mental do elenco, que já custou caro ao longo do ano, voltou a aparecer. E agora vem a parte mais dura: na próxima quarta-feira, o Vasco viaja para enfrentar o Independiente Medellín no play-off da Sul-Americana, precisando de resultado positivo fora de casa; no sábado, recebe o Mirassol em São Januário pelo returno do Brasileirão, jogo vital para tentar sair da zona de rebaixamento; e, em seguida, a volta contra o Medellín e o clássico com o Fluminense pela Copa do Brasil, ambos no Maracanã. São três competições ao mesmo tempo, calendário sufocante, e um elenco que ainda patina para encontrar consistência.

A leitura do Expresso98 é de que Pedro Emanuel herdou um incêndio e tem pouquíssimo tempo para apagá-lo. Três dias de treino não fazem milagre, e a derrota na estreia era um risco calculado — mas a permanência na zona de rebaixamento ao final do primeiro turno é um alerta vermelho que não pode ser ignorado. O Vasco precisa de pontos urgentes no Brasileirão, precisa passar pelo Medellín na Sul-Americana para manter viva uma competição continental que pode ser o único título viável da temporada, e ainda terá o Fluminense pela fr

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Publicado em 17 de julho de 2026

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