Quatro colombianos do Vasco têm retrospecto vitorioso contra o Medellín

Cuesta, Marino, Gómez e Rojas conhecem bem o adversário desta quarta-feira. Trio tem títulos contra o DIM; camisa 10 é torcedor declarado do maior rival do clube colombiano.

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O Vasco enfrenta o Independiente Medellín nesta quarta-feira, às 19h, pelo jogo de ida dos playoffs da Copa Sul-Americana, no estádio Atanasio Girardot. Pedro Emanuel conta com um trunfo específico para o duelo: os quatro jogadores colombianos do elenco conhecem bem o adversário — e têm retrospecto positivo.

Cuesta e Marino Hinestroza atuaram pelo Atletico Nacional, principal rival do Independiente Medellín na cidade colombiana. Andrés Gómez defendeu o Millonarios, enquanto Johan Rojas vestiu a camisa do La Equidad antes de chegar ao futebol mexicano.

Marino, por exemplo, conquistou a Taça da Colômbia de 2024 pelo Nacional justamente na decisão contra o Medellín. Antes, havia eliminado o DIM na semifinal da edição anterior, também campeã. Hinestroza acumulou quatro títulos no período: Supercopa da Colômbia (2025), Taça da Colômbia (2024 e 2025) e Liga Colombiana Finalización (2024).

Andrés Gómez também carrega boas lembranças: quando defendia o Millonarios, foi campeão da Taça da Colômbia em 2022 eliminando o Medellín nas semifinais. O atacante marcou um dos gols na vitória por 2 a 0, na ida, no próprio Atanasio Girardot.

Cuesta levantou dois troféus com o Nacional: a Taça da Colômbia e o Apertura da Liga Colombiana. Em 2017, quando foi campeão nacional pela primeira vez, viu o Independiente Medellín terminar em segundo lugar nos pontos corridos e cair nas quartas de final.

O encontro foi comemorado por Rojas nas redes sociais. O camisa 10 do Vasco é torcedor declarado do Atletico Nacional, mas nunca jogou pelo clube. Pelo La Equidad, enfrentou o DIM em quatro oportunidades, sem vencer: três derrotas e um empate.

O Vasco chega ao confronto ocupando a 17ª posição no Campeonato Brasileiro, com 20 pontos em 19 jogos. A fase recente mostra instabilidade, com cinco vitórias, cinco empates e nove derrotas.

Com informações do GE Vasco.

## Análise Expresso98

O Vasco desembarca em Medellín para o jogo de ida dos playoffs da Sul-Americana em meio a uma situação delicada no Brasileirão — 17º colocado, com 20 pontos em 19 jogos e forma recente preocupante nos últimos cinco compromissos. Pedro Emanuel completa sua primeira semana no comando técnico e terá pela frente um adversário colombiano que, curiosamente, é conhecido de quatro jogadores do elenco cruzmaltino. O português levou 26 atletas para a Colômbia justamente para seguir observando o grupo e definir um time titular ideal, num momento em que o clube ainda trabalha no mercado em busca de reforços — especialmente para a zaga e o meio-campo, com negociações em andamento.

O grande trunfo para esta partida está no vestiário: Cuesta, Marino Hinestroza, Andrés Gómez e Johan Rojas acumulam experiência direta contra o Independiente Medellín, e três deles carregam retrospecto vitorioso. Marino foi bicampeão da Taça da Colômbia pelo rival Atletico Nacional, eliminando justamente o DIM na decisão de 2024 e na semifinal da edição anterior; Cuesta também ergueu taças com o Nacional, inclusive diante de um Medellín vice nos pontos corridos de 2017; Andrés Gómez marcou gol na vitória do Millonarios sobre o adversário desta quarta-feira, nas semifinais da Copa de 2022, no próprio Atanasio Girardot. Esse conhecimento de causa — do estádio, da torcida, do estilo de jogo — pode ser valioso numa partida eliminatória disputada em solo adversário.

Por outro lado, a instabilidade recente e a posição delicada no Brasileiro não podem ser ignoradas. A forma dos últimos cinco jogos mostra apenas uma vitória, e o saldo de gols negativo (-8) expõe fragilidades defensivas que preocupam. Rojas, único dos quatro colombianos sem triunfo sobre o Medellín (três derrotas e um empate pelo La Equidad), ilustra que o histórico favorável não é unanimidade, e Pedro Emanuel ainda está em fase de adaptação ao elenco — teve apenas uma semana inteira de trabalho antes deste compromisso decisivo. A Sul-Americana representa uma oportunidade de oxigênio, mas exige resultado imediato numa eliminatória de mata-mata, sem margem para erro.

O Vasco chega a Medellín com um ativo inesperado — a familiaridade de parte do elenco com o adversário — mas carrega o peso de um momento instável no campeonato nacional e de um técnico ainda em processo de conhecimento do grupo. O duelo de ida será um termômetro importante para medir se o trabalho de Pedro Emanuel começa a encontrar chão firme ou se a fragilidade recente persiste. A volta, em São Januário, pode ser decisiva, mas construir um resultado positivo na Colômbia seria um passo valioso para dar fôlego à temporada e permitir que o novo comandante ganhe tempo para ajustar o time.

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Publicado em 21 de julho de 2026

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