Quem bate se for pênalti? Vasco perdeu 4 cobradores, mas tem conta

Após o empate sem gols na ida das oitavas da Copa do Brasil, o Vasco pode enfrentar nova disputa de pênaltis contra o Fluminense — mas o elenco atual perdeu quatro dos cinco principais batedores de 2025.

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Será que vai para os pênaltis? A pergunta paira sobre São Januário antes da volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Fluminense. Após o empate em 0 a 0 na ida, nova igualdade leva a disputa para as penalidades — e o Vasco, que venceu justamente o rival na semifinal de 2025 nas cobranças, agora enfrenta um problema concreto: quatro dos cinco principais batedores daquele dia não estão mais no clube.

Vegetti, Coutinho e Rayan, o trio que iniciou as cobranças na decisão do ano passado, deixaram o elenco cruzmaltino. Victor Luís, outro cobrador de peso em momentos decisivos, também saiu. Restou Puma Rodríguez, o lateral uruguaio que segue como principal batedor — com aproveitamento positivo, mas não imune a falhas.

Em 2026, Puma cobrou três pênaltis e converteu dois: perdeu contra o Madureira no Campeonato Carioca, mas acertou as demais. Coutinho marcou contra o Botafogo ainda pelo estadual. Nas quartas de final do Carioca, contra o Volta Redonda, Rojas, Tchê Tchê, David, Spinelli e Puma converteram suas cobranças na disputa que garantiu a vaga.

Mas o fantasma da marca dos onze metros voltou. Brenner, reforço trazado para a temporada, desperdiçou uma cobrança decisiva no segundo tempo da semifinal do Carioca — justamente contra o Fluminense — que colocaria o Vasco em vantagem pela classificação. A eliminação veio no mesmo jogo. Depois, Brenner voltou a perder na Sul-Americana, contra o Barracas Central, em São Januário.

Desde então, Puma, Spinelli e Rojas converteram pênaltis durante jogos do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Sul-Americana — mas a busca por novos cobradores de confiança segue. O clube conta com Lucas Piton e o próprio Puma Rodríguez, hoje reservas da equipe carioca. Robert Renan, que marcou em sua estreia pelo Vasco na Copa do Brasil do ano passado, contra o Botafogo, é outra opção. Jair também já bateu pênaltis pelo clube desde 2023.

O cenário é de renovação obrigatória: o Vasco precisa encontrar quem assuma a responsabilidade na hora decisiva — algo que certo vizinho de tabela, com nove vitórias e 34 pontos no Brasileirão, não precisa tanto quanto os vascaínos, atualmente na 18ª colocação, com 21 pontos. A disputa de pênaltis pode ser o desfecho natural de um confronto equilibrado — e o Cruz-Maltino terá de provar que resolveu, na prática, o problema que perdeu com as saídas.

Com informações do GE Vasco.

## Análise Expresso98

O Vasco enfrenta o Fluminense nesta quarta-feira, fora de casa, nas oitavas de final da Copa do Brasil, após empate sem gols na ida em São Januário. A possibilidade de disputa de pênaltis ganhou corpo — e traz à tona um problema concreto: dos cinco principais cobradores da semifinal de 2025 contra o próprio Fluminense, quando o Cruzmaltino venceu justamente nas penalidades, quatro não vestem mais o manto. Vegetti, Coutinho, Rayan e Victor Luís deixaram o elenco; restou apenas Puma Rodríguez, lateral uruguaio que segue como batedor de referência, mas com aproveitamento longe de ser imune a falhas. A renovação forçada da lista de cobradores ocorre em momento delicado: o time está na 18ª colocação do Brasileirão, com 21 pontos, e vem de sequência de cinco derrotas consecutivas nas últimas partidas.

A favor do Vasco pesa a experiência recente do confronto. Na semifinal do Carioca de 2026, o time converteu cinco cobranças seguidas contra o Volta Redonda nas quartas (Rojas, Tchê Tchê, David, Spinelli e Puma), mostrando opções além do uruguaio. Puma Rodríguez manteve aproveitamento positivo em 2026 — dois acertos em três tentativas —, e nomes como Spinelli, Rojas, Lucas Piton e Robert Renan (que estreou marcando de pênalti contra o Botafogo na Copa do Brasil do ano passado) formam um elenco de alternativas. Jair, presente desde 2023, também já assumiu a responsabilidade em momentos decisivos. A memória da vitória sobre o Fluminense nas penalidades no ano passado pode funcionar como trunfo psicológico.

O que preocupa é a fragilidade recente sob pressão. Brenner, reforço da temporada, desperdiçou cobrança decisiva justamente contra o Fluminense na semifinal do Carioca — lance que teria colocado o Vasco em vantagem — e depois voltou a perder contra o Barracas Central, pela Sul-Americana, em São Januário. A saída em bloco dos cobradores principais obriga o técnico Pedro Emanuel a confiar em jogadores sem o mesmo histórico de regularidade na marca dos onze metros. A fase ruim no Brasileirão — atual zona de rebaixamento, cinco derrotas seguidas — corrói a confiança coletiva, elemento crucial em disputa de pênaltis. Além disso, a falta de tempo para consolidar uma hierarquia clara de cobradores, caso o jogo chegue às penalidades, pode gerar hesitação no momento que exige frieza máxima.

A leitura do Expresso98 é que o Vasco terá de provar, na prática, que resolveu o problema criado pelas saídas. Puma Rodríguez carrega o peso de ser o único remanescente da lista vitoriosa de 2025, mas não pode carregar sozinho a responsabilidade. O clube tem opções — Spinelli, Rojas, Piton, Robert Renan, Jair —, porém nenhuma com histórico consolidado o bastante para afastar totalmente a incerteza. A disputa de pênaltis, se vier, será um teste de maturidade para um elenco renovado, em momento de pressão dupla: no Brasileirão, luta contra o rebaixamento; na Copa do Brasil, chance de avançar às quartas. O fantasma da marca dos onze metros voltou — e o Gigante da Colina precisa exorcizá-lo justamente contra o rival que já venceu nas penalidades, mas agora com um time diferente.

Por Redação Expresso98 · Publicado em 04 de agosto de 2026

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