R$ 200 milhões em ataque, zero gols há três jogos: o buraco financeiro de Pedrinho sangra no Brasileirão
Desde que assumiu a SAF, o presidente investiu em 12 jogadores para o setor ofensivo, mas o Vasco tem o pior ataque do campeonato — empatado com Chapecoense e Internacional, 23 gols em 22 rodadas.

O Vasco ocupa a 19ª posição do Brasileirão com 22 pontos em 22 jogos, e a crise no ataque explica parte do sufoco. A equipe não balança as redes há três partidas e divide o pior ataque da competição com Chapecoense e Internacional: 23 gols marcados. O número expõe o fracasso de uma aposta cara — quase R$ 200 milhões investidos em 12 jogadores para o setor ofensivo desde que Pedrinho assumiu o controle da SAF.
O último da lista, Facundo Colidio, estreou como titular no domingo na derrota por 3 a 0 para o Santos. Contra o time paulista, o cenário se repetiu: chances criadas, ninguém para finalizar. Colidio atua como centroavante, mas performa melhor fora da área — o que mantém a carência na posição. Para o Expresso98, o dilema é evidente: o clube gastou fortunas tentando resolver o ataque, mas segue sem a peça central que transforme volume de jogo em gol.
Em 2024, quatro nomes chegaram. Maxime Domínguez custou R$ 12,4 milhões, Jean David R$ 8 milhões, Emerson Rodríguez veio por empréstimo e Alex Teixeira assinou sem custos. Nenhum se destacou. Na primeira janela de 2025, o clube trouxe Garré, Nuno Moreira e Loide Augusto por 7,5 milhões de euros — cerca de R$ 45,6 milhões à época. Só Nuno virou titular.
No segundo semestre de 2025, Andrés Gómez chegou emprestado; o Vasco pagou 4,5 milhões de euros pela compra no início de 2026. O colombiano é um dos principais jogadores do time desde o fim do ano passado, mas a finalização pesa: seis gols em 57 partidas. A leitura do Expresso98 é que Gómez virou unanimidade pelo talento e pela raça, mas a estatística escancara o problema crônico: quem deveria decidir não decide, e isso cobra preço em cada rodada da zona de rebaixamento.
Em 2026, a crise se agravou com as saídas de Vegetti e Rayan, que juntos marcaram 47 gols em 2025. Para repor, a diretoria investiu R$ 66,3 milhões em Brenner (R$ 30,1 milhões), Marino Hinestroza (R$ 26 milhões) e Spinelli (R$ 10,2 milhões). Nenhum se firmou entre os titulares no primeiro semestre.
A busca por um centroavante, aberta desde a janela, virou prioridade após a lesão de Brenner. A diretoria contratou o volante Santiago Sosa e Colidio, mas segue no mercado. John Mercado, do Sparta Praga, acenou positivamente. O Vasco teve proposta de 7 milhões de euros (R$ 42,3 milhões) recusada, mas mantém as conversas. O histórico recente, porém, não inspira confiança: o clube despejou quase R$ 200 milhões no setor desde 2024, errou na maioria das apostas, e agora corre atrás de mais um nome caro sem garantia nenhuma de que o padrão de acerto melhore.
"Estamos avaliando porque é um momento difícil no mercado. Temos que avaliar quem vem porque quem vier tem que fazer a diferença. Trazer por trazer não acrescenta nada. Mais do que quantidade tem que ser qualidade. Precisamos urgentemente concretizar as oportunidades que estamos criando", afirmou o técnico Pedro Emanuel após a derrota.
Os nomes que agradam à cúpula vascaína estão fora da capacidade financeira atual do clube, segundo avaliação interna. Para o Expresso98, aí mora o nó: a necessidade é urgente, o tempo é curto, o caixa é apertado, e o risco de repetir os erros milionários do passado recente segue alto — enquanto o time afunda cada vez mais na tabela.
Com informações do ge.globo.
Comentários
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!