R$ 31,4 mi jogados fora: Marino custou R$ 42,9 mil por minuto e Vasco já mira Zeballos do Boca

O Vasco enfrenta um dos investimentos mais caros e improdutivos da temporada: Marino Hinestroza, contratado por cerca de 5,20 milhões de euros (R$ 31,4 milhões na cotação atual), ainda não marcou gols nem deu assistências em 23 jogos pelo clube. O meia colombiano, que despertou interesse de Cruzeiro, Internacional, Botafogo, Fluminense e Corinthians e tinha acerto encaminhado com o Boca Juniors antes de escolher o Vasco, acumulou apenas 732 minutos em campo — o que representa um custo de R$ 42,9 mil por minuto jogado e R$ 1,36 milhão por partida disputada, sem considerar o salário mensal. Para o Expresso98, o número escancararia o tamanho do descompasso entre expectativa e entrega: o investimento colocou Marino entre as três contratações mais caras da janela de 2026, ao lado de Brenner (R$ 30,1 milhões) e Hinestroza (R$ 26 milhões), e até aqui nenhum dos três se consolidou entre os titulares no primeiro semestre.
Marino está com a delegação vascaína no Paraguai para o confronto contra o Olimpia, nesta quinta-feira, 20, às 19h, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, mas dificilmente será titular. O colombiano entrou em campo nos últimos três jogos do Vasco sempre saindo do banco de reservas e foi titular em apenas cinco das 23 partidas pelo clube. Segundo o NetVasco, ele deve ser utilizado pelo técnico Pedro Emanuel no segundo tempo, caso seja necessário.
Os números contrastam drasticamente com o desempenho que levou o Vasco a contratá-lo. Em 2025, após retornar da MLS para o Atlético Nacional, da Colômbia, Marino disputou 56 partidas, marcou sete gols e deu nove assistências, situação completamente diferente do momento vivido em São Januário. A leitura do Expresso98 é que o contraste reforça uma questão de adaptação que vai além do técnico: Marino chegou ainda sob tutela de Renato Gaúcho, atravessou a transição com Bruno Lazaroni e agora trabalha com Pedro Emanuel, mas em nenhum dos três cenários conseguiu reproduzir o futebol que justificou o investimento — e isso, com o clube na 19ª posição do Brasileirão e 22 pontos em 22 jogos, torna o tempo cada vez mais escasso para a virada de chave.
Recentemente, o Deportivo Cali, da Colômbia, fez contato pelo jogador, mas o Vasco não aceitou abrir negociação. Contudo, o clube avalia o futuro do meia e não descarta negociá-lo na janela de janeiro para abrir espaço na reformulação do elenco.
Enquanto o futuro de Marino permanece indefinido, o Vasco já trabalha em alternativas para o setor ofensivo. Em publicação no X, o perfil Papo Na Colina (@PapoNaColina) informou que o clube tem interesse no ponta-direita Exequiel Zeballos, do Boca Juniors. O jogador tem contrato com o clube argentino até o fim de 2026. Apesar do interesse, não existe negociação em andamento neste momento. Na avaliação do Expresso98, o movimento sinaliza que a diretoria reconhece a urgência de atacantes decisivos — exatamente o que Pedro Emanuel pediu publicamente há cerca de 30 dias, ao admitir que o elenco precisa de qualidade e jogadores que resolvam no último terço, prioridade sobre quantidade.
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