Racha na gestão do Vasco se aprofunda antes de MOU com Lammachia

Divisão interna entre membros da diretoria cruzmaltina ganha contornos públicos às vésperas da assinatura do memorando de entendimento com o investidor norte-americano. Discordância sobre forma de venda da SAF e ingerência na gestão alimentam crise.

são januário sede vasco

A iminente assinatura do memorando de entendimento (MOU) com o investidor Lammachia promete expor ainda mais as rachaduras internas na gestão vascaína. O jornalista Danilo Danteskoo, do Expresso 1923, desenhou a linha temporal da cisão que ganhou força nos últimos meses.

No início da gestão, um grupo minoritário, porém com voz ativa internamente, defendia que o Vasco poderia ser autossustentável, sem necessidade de investidor externo. A posição não impediu que o presidente Pedrinho seguisse em busca da venda da SAF, já que o movimento tinha adesão restrita dentro de São Januário.

A partir da metade de 2025, membros da associação intensificaram a participação direta no futebol vascaíno, com críticas à condução de Carlos Amodeo na SAF. Essa atuação mais presente gerou questionamentos dentro da própria gestão.

Segundo o jornalista, a discordância interna se alimentou de ingerência em contratos de prestadores de serviços da SAF e participação direta em contatos com agentes e prospecção de reforços, sem transparência. O contrato máster com a SportingBet representou apenas a ponta do iceberg de um processo mais amplo.

Com a venda da SAF entendida como inevitável, a discussão migrou para a forma como ela será conduzida. Simultaneamente, pontos sensíveis da reforma estatutária vieram à tona: o fim da quarentena, a remuneração de vice-presidentes e presidente, e a cláusula de veto de Lammachia na venda da SAF geraram insatisfação em setores da diretoria.

Danteskoo prevê desembarques nos próximos dias e semanas, em razão da divergência de pensamentos e da perda de confiança mútua entre os grupos. Ele não citou nomes, alegando responsabilidade jurídica e ausência de recursos para eventual litígio, mas afirmou que tudo virá a público com a saída de membros da gestão. O impacto dessa crise na decisão final do sócio sobre a venda do futebol ainda é incerto.

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Publicado em 14 de maio de 2026

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