Reencontro histórico: técnico vice em 98 reencontra o Vasco na Sul-Americana
Rubén Darío Insúa, que comandou o Barcelona de Guayaquil na final da Libertadores de 1998, agora treina o Barracas Central e será adversário do Vasco nesta terça-feira, em Buenos Aires. O argentino não esquece a força daquele time vascaíno.

A estreia do Vasco na Copa Sul-Americana reserva um reencontro especial com o passado glorioso. Nesta terça-feira, às 19h, em Buenos Aires, o Gigante da Colina enfrenta o modesto Barracas Central, comandado por um velho conhecido: Rubén Darío Insúa, o mesmo técnico que esteve do outro lado em 1998, quando o Vasco conquistou sua única Libertadores.
Os longos cabelos permanecem intactos, quase uma marca registrada. Insúa era um jovem treinador argentino quando assumiu o Barcelona de Guayaquil e levou a equipe equatoriana até a grande final continental. Do outro lado, um Vasco recheado de estrelas, com Pedrinho e Felipe — hoje presidente e diretor técnico cruz-maltino — em campo, além de Donizete, Luizão, Juninho Pernambucano e Mauro Galvão.
Em entrevista ao Correio Braziliense em 2020, Insúa não escondeu a admiração pelo plantel vascaíno daquela campanha histórica. "O Vasco tinha Felipe, Carlos Germano, que foi um dos goleiros do Brasil na Copa do Mundo. O Vasco era muito forte", relembrou o argentino, que destacou especialmente a dupla de ataque: "Donizete e Luizão foram impecáveis nos dois jogos. Poucas vezes vi uma dupla de ataque ser tão competente em dois jogos decisivos".
Desde aquela final, Insúa construiu uma carreira respeitável no futebol sul-americano. Rodou Argentina, Bolívia, Equador e Peru, com destaque para a conquista da Sul-Americana de 2002 pelo San Lorenzo. Atualmente no Barracas Central desde 2024, ele comanda um time que ocupa a nona colocação no Grupo 2 do Campeonato Argentino.
Para o torcedor vascaíno, enfrentar Insúa significa revisitar uma das páginas mais brilhantes da história do clube. Aquela Libertadores de 1998 permanece única, e cada detalhe daquela campanha está gravado na memória de quem vive e respira o Vasco. Nesta terça, em solo argentino, o Expresso da Vitória busca iniciar mais uma jornada continental — e o técnico do outro lado conhece bem a força do gigante cruz-maltino.
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