Renato alerta: 'Não podemos ser Robin Hood e dar pontos'
Técnico vascaíno aponta padrão preocupante: 86,6% de aproveitamento contra o G-5, mas tropeços seguidos diante de equipes da parte de baixo da tabela. Na coletiva após vencer o Athletico, Renato foi direto.

— Não podemos ser Robin Hood. Tirar dos grandes e entregar aos pequenos.
A frase de Renato Gaúcho na coletiva após a vitória sobre o Athletico-PR resume o paradoxo vascaíno no Brasileirão. Sob comando de Portaluppi, o Vasco construiu números impressionantes contra os gigantes: venceu quatro equipes do G-5 (Palmeiras, Fluminense, São Paulo e Athletico) e empatou com o Flamengo — aproveitamento de 86,6%.
O problema está do outro lado. Os únicos tropeços foram justamente contra times da segunda metade da tabela, alguns na briga contra o rebaixamento. O Vasco cedeu empates fora de casa para Cruzeiro, Coritiba e Remo, e perdeu para Botafogo e Corinthians.
O padrão se repete na Sul-Americana: os tropeços do Vasco aconteceram contra as equipes mais acessíveis do grupo. Empate com Barracas Central na estreia, derrota em casa para o Audax Italiano. Já contra o Olimpia, o adversário mais forte e tradicional, veio a primeira vitória.
Após confirmar a sequência positiva contra os cinco primeiros colocados, Renato deixou o recado claro: olhar para cima. O objetivo é brigar por vaga na Libertadores.
— A gente tem que dar essa sequência de bons resultados para que a gente possa brigar, a partir do segundo turno, por coisas maiores no campeonato. Tem que pensar grande, pensar, no mínimo, em Libertadores. Para isso precisamos dessa sequência — projetou o treinador.
O próximo desafio é quarta-feira, contra o Paysandu, em São Januário, pela Copa do Brasil.
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