Renato após 4 a 1: 'Entregamos, falhamos e dormimos no ponto'
Técnico detona atuação do Vasco na pior derrota da temporada, no Beira-Rio. Erros individuais, desfalques importantes e substituições tardias marcaram a noite de sábado pela 16ª rodada do Brasileirão.

'Entregamos, falhamos e dormimos no ponto'. A frase dura de Renato Gaúcho resume a pior noite do Vasco na temporada 2026. O cruzmaltino foi dominado do início ao fim pelo Internacional no Beira-Rio neste sábado e sofreu goleada de 4 a 1 pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A derrota expôs fragilidades em todos os setores da equipe carioca. Três dos quatro gols sofridos tiveram origem em erros individuais de jogadores vascaínos, mas a análise da partida mostra que o resultado negativo vai muito além das falhas pontuais.
**Desfalques pesaram**
O Vasco entrou em campo com número considerável de ausências. Além de Jair e Mateus Carvalho, fora de combate desde o início do ano, Renato Gaúcho não pôde contar com seis jogadores: Cuiabano, Paulo Henrique, Thiago Mendes, Rojas, Spinelli e Adson.
A ausência mais sentida foi a de Thiago Mendes, considerado o melhor jogador do Vasco na temporada. O elenco não possui atleta com as mesmas características do camisa 23, que chega na área com facilidade para finalizar. A falta de um jogador com esse perfil ficou evidente na inoperância ofensiva.
**Léo Jardim entrega o segundo gol**
O primeiro gol do Internacional saiu aos 21 minutos do primeiro tempo. Até então, apesar de certa superioridade gaúcha, a partida mantinha equilíbrio. Três minutos depois, porém, Léo Jardim cometeu erro fatal: entregou a bola nos pés de Carbonero dentro da área em lance de saída de bola.
A defesa estava totalmente postada e não havia pressão sobre o goleiro. A partir do 2 a 0, o Internacional recuou as linhas e passou a explorar contra-ataques, dificultando ainda mais a criação de chances vascaínas.
**Defesa envolvida**
Os zagueiros Cuesta e Robert Renan foram superados pelo sistema ofensivo colorado. Cuesta teve noite para esquecer: falhou em dois gols e foi expulso. Robert Renan deixou de marcar falta em Alerrandro no lance do terceiro gol.
A dupla não conseguiu conter os contra-ataques adversários, e a postura defensiva do time contribuiu para a amplitude do placar.
**Ataque não funcionou**
Com exceção de lance de Andrés Gómez aos três minutos da etapa inicial, o Vasco não assustou o goleiro Anthoni enquanto a partida estava aberta. A estratégia de meio-campo mais pesado, com Hugo Moura, Barros e Tchê Tchê, não gerou resultado: a equipe foi vazada quatro vezes e passou por dificuldades com a bola no pé.
A inoperância ofensiva evidenciou a dependência do time em relação a jogadores ausentes e a falta de alternativas táticas diante do cenário adverso.
**Substituições tardias**
Mesmo com todas as dificuldades e o placar de 2 a 0 contra, Renato Gaúcho manteve o mesmo time no segundo tempo. Vários jogadores apresentavam desempenho abaixo, mas o treinador demorou a mexer.
As primeiras mudanças vieram aos 17 minutos, quando David entrou no lugar de Nuno Moreira — logo após o terceiro gol do Internacional. Ramon Rique e Marino só entraram aos 29 minutos, após a quarta bola na rede. Naquele momento, já era tarde demais para buscar reação.
O banco de reservas estava desfalcado pela quantidade de ausências, mas a demora nas alterações é apontada como um dos fatores que impediram tentativa de reação vascaína.
O Vasco soma agora sua pior derrota na temporada e terá pela frente o desafio de se recuperar emocionalmente e taticamente para os próximos compromissos do Brasileirão. A noite no Beira-Rio deixou claro que ajustes são necessários em todos os setores da equipe.
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