Renato blinda elenco e eleva Atlético-MG a 'final' antes da parada
Comissão técnica escalou força máxima contra Barracas Central para proteger grupo de protestos. Duelo de domingo em São Januário ganhou status de decisão para afastar fantasma do Z-4 antes da Copa do Mundo.

A decisão de escalar força máxima contra o Barracas Central pela Copa Sul-Americana representou uma estratégia de blindagem do elenco vascaíno após semana turbulenta marcada por protestos da torcida.
O Vasco havia poupado titulares diante do Olimpia em duelo que poderia encaminhar a liderança do Grupo G — e, consequentemente, reduzir a carga de jogos futuros. A derrota posterior por 3 a 0 para o RB Bragantino em São Januário pelo Campeonato Brasileiro intensificou as críticas ao planejamento da comissão técnica.
Internamente, chegou-se a cogitar manter o rodízio na Sul-Americana, mas prevaleceu o entendimento de que uma boa vitória sobre o Barracas Central serviria duplo propósito: levantar a moral do grupo e responder às críticas dos torcedores. Na segunda-feira seguinte à derrota para o Bragantino, torcedores compareceram ao CT Moacyr Barbosa para protestar.
Renato Gaúcho não demonstrou arrependimento pelas escolhas. A prioridade declarada segue sendo o Campeonato Brasileiro — a decisão de poupar contra o Olimpia foi alinhada com Admar Lopes, diretor de futebol. A opção por escalar os titulares contra o Barracas, adversário considerado mais acessível, refletiu o objetivo de proteger o elenco do desgaste emocional.
Com apenas uma partida restante até a parada para a Copa do Mundo, o treinador conversou com a cúpula do clube. Juntos, definiram pela força máxima disponível.
O duelo contra o Atlético-MG, domingo em São Januário pela 18ª rodada do Brasileirão, ganhou internamente status de 'final'. O objetivo inicial de terminar a parada próximo às posições de pré-Libertadores cedeu espaço para meta mais urgente: afastar o fantasma do rebaixamento.
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