Renato é xingado, gesticula 'eu?' e se recolhe ao banco
A pressão explodiu em São Januário. Logo após o terceiro gol do Bragantino, a torcida vascaína partiu para cima do técnico com palavrões. Renato se virou para a arquibancada, gesticulou em surpresa e acabou se recolhendo ao banco de reservas.

A cena virou símbolo da pressão que caiu sobre Renato Gaúcho. No momento em que o Bragantino marcou o terceiro gol, no segundo tempo, a arquibancada de São Januário perdeu a paciência. Um coro de palavrões mirou diretamente o treinador vascaíno. Renato, que estava na área técnica, se virou para a torcida e gesticulou, como quem não acreditava: "Eu?"
A resposta veio na forma de copos arremessados em sua direção. O técnico, então, se recolheu ao banco de reservas e não voltou mais à beira do campo. Quem assumiu a função de orientar o time na reta final da partida foi o auxiliar Alexandre Mendes. A ausência de Renato na área técnica provocou nova reação da torcida: um coro chamando o comandante de "covarde" ecoou pelas arquibancadas.
A tensão não se limitou ao banco de reservas. Além do treinador, jogadores como Piton, Brenner e Saldivia também foram alvos de vaias durante a partida. A revolta da torcida refletia a frustração com mais uma atuação decepcionante do Vasco em casa, em meio a um momento já delicado no Brasileirão.
Ao final do jogo, Renato voltou a ser xingado enquanto caminhava em direção ao vestiário. Desta vez, o técnico reagiu fazendo sinal de positivo para a arquibancada — um gesto que pode ser interpretado tanto como ironia quanto como tentativa de apaziguar os ânimos.
O episódio escancarou o desgaste da relação entre Renato e a torcida vascaína. O técnico, que chegou ao clube em meio a grande expectativa, vê sua popularidade despencar conforme os resultados não aparecem. A derrota para o Bragantino em São Januário, diante da própria torcida, pode marcar um ponto de inflexão nessa trajetória.
Agora, o Vasco precisa lidar com o clima pesado que se instalou. A tensão entre torcida e comissão técnica exposta publicamente costuma ser termômetro de que mudanças podem estar próximas. Resta saber se a diretoria cruzmaltina vai manter a confiança em Renato Gaúcho ou se o episódio deste domingo acelerará uma eventual troca de comando.
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