Saldivia admite fase ruim, confirma sondagem e garante que quer ficar no Vasco

O zagueiro Alan Saldivia foi um dos protagonistas da classificação do Vasco às oitavas de final da Copa Sul-Americana, nesta quarta-feira, diante do Independiente Medellín. Porém, não pelos motivos que gostaria: o defensor foi alvo de fortes vaias da torcida durante a partida, reflexo das atuações ruins que vem acumulando nas últimas semanas.
Ao fim do jogo, Saldivia reconheceu publicamente o mal momento e admitiu estar ciente das críticas. "Pela minha parte é triste, obviamente dói. Estou sofrendo depois dos jogos. Acho que meu presente não é bom, é ruim. Eu sei. Estou claro disso. Estou trabalhando também. Mas sou um ser humano, vou me equivocar", declarou o zagueiro, segundo o ge.globo.
O defensor foi além e reconheceu que os erros se tornaram recorrentes. "Pedir desculpa acho que já não dá, porque estou tendo erros há muito tempo. Mas vou dar a volta. Não vou embora assim. Quero ficar aqui, vou trabalhar muito para isso. Não posso ir embora assim", afirmou.
Saldivia também revelou que a situação vivida no Vasco é inédita em sua carreira. "Sempre lutei e saí para frente. Nunca aconteceu isso em nenhum time. Mas tenho que aceitar e trabalhar mais", completou o zagueiro, demonstrando determinação em reverter o cenário negativo.
Apesar das dificuldades recentes, o defensor reforçou o compromisso com o clube e descartou a possibilidade de deixar São Januário no atual momento. A fala do atleta indica que, mesmo diante das vaias e do desempenho abaixo do esperado, ele pretende permanecer no elenco vascaíno e buscar a recuperação de seu nível técnico.
## Análise Expresso98
O depoimento de Alan Saldivia após a classificação às oitavas da Sul-Americana expõe uma ferida aberta: o zagueiro uruguaio acumula atuações ruins há semanas, sofre vaias da torcida em São Januário e admite publicamente estar no pior momento da carreira. A situação é inédita para o defensor, que nunca havia vivido algo assim em nenhum clube anterior. O Vasco está na 18ª colocação do Brasileirão, com apenas 21 pontos em 20 jogos, saldo negativo de 8 gols e uma sequência de quatro derrotas consecutivas. Pedro Emanuel soma apenas três partidas no comando e ainda busca encontrar sua melhor formação — o zagueiro vive o drama pessoal num momento em que o time inteiro está em crise.
A favor de Saldivia pesa a coragem de reconhecer o momento ruim sem fugir da responsabilidade. O defensor não pediu desculpas vazias, mas assumiu os erros recorrentes, declarou que "não vai embora assim" e reforçou o desejo de ficar no clube. A determinação pública de reverter o cenário pode representar o início de uma virada — se vier acompanhada de trabalho e resposta em campo. A classificação na Sul-Americana, mesmo com desempenho individual abaixo, mantém o Vasco vivo em duas competições e ainda abre espaço para recuperação.
O problema é que o tempo curto e a sequência de derrotas no Brasileirão não permitem muita margem para reconstrução emocional. Saldivia está esgotado mentalmente — admitiu estar "sofrendo depois dos jogos" e que "dói" ouvir as vaias —, e a pressão tende a aumentar diante da proximidade do clássico contra o Fluminense, em casa, pelas oitavas da Sul-Americana. O novo técnico ainda tateia formações (deve escalar pela quarta vez consecutiva um time diferente), e a defesa vascaína segue vazando: o saldo negativo de 8 gols no Brasileirão reflete a fragilidade do setor. A torcida está no limite da paciência, e qualquer novo tropeço pode tornar insustentável a permanência do defensor entre os titulares.
Na leitura do Expresso98, Saldivia enfrenta o maior desafio da carreira justamente num momento em que o Vasco mais precisa de solidez defensiva para sair da zona de rebaixamento e avançar na Sul-Americana. A sinceridade do uruguaio é louvável, mas palavras não bastam — a torcida vascaína quer ver resposta em campo, e o calendário imediato (clássico decisivo no horizonte, Brasileirão dramático) não perdoa. Se o zagueiro não conseguir reverter o nível técnico nas próximas rodadas, a vontade de ficar pode esbarrar na necessidade de mudanças urgentes que Pedro Emanuel terá de fazer para tirar o clube da crise. O risco é real, e o tempo é curto demais para apostas em recuperação lenta.
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