São Januário como palanque da História: há 85 anos, Vargas instalava a Justiça do Trabalho

Em 1º de maio de 1941, o presidente Getúlio Vargas escolheu a tribuna de São Januário para anunciar a instalação da Justiça do Trabalho. Entre 1940 e 1952, o estádio vascaíno sediou cinco solenidades históricas do Dia do Trabalho — mas a CLT não foi uma delas.

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Quantos estádios podem dizer que testemunharam a construção da legislação trabalhista brasileira? São Januário pode.

Há exatos 85 anos, em 1º de maio de 1941, o presidente Getúlio Vargas declarou instalada a Justiça do Trabalho do alto da tribuna do estádio vascaíno. "A Justiça do Trabalho, que declaro instalada neste histórico Primeiro de Maio, tem essa missão. Cumpre-lhe defender de todos os perigos a nossa modelar legislação social-trabalhista", discursou Vargas.

Um ano antes, em 1940, também em São Januário, o presidente havia anunciado a criação do salário-mínimo. O estádio do Vasco tornou-se, nas décadas de 1940 e 1950, o palco preferido de Vargas para as solenidades do Dia do Trabalho — ao todo, cinco eventos cívicos aconteceram ali: 1940, 1941, 1945, 1951 e 1952. Os dois últimos, curiosamente, mesmo após a inauguração do Maracanã.

Um mito, porém, persiste: ao contrário do que muitos afirmam, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não foi promulgada em São Januário. Em 1º de maio de 1943, a solenidade aconteceu na Esplanada do Castelo, centro do Rio.

Mas o peso histórico de São Januário permanece intacto. O estádio cruzmaltino não apenas assistiu a gols e títulos — foi cenário de marcos que mudaram a vida do trabalhador brasileiro.

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Publicado em 01 de maio de 2026

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