Sócio do Vasco aciona o MP e pedr investigação sobre a concessão: tratamento privilegiado a Flamengo e Fluminense no Maracanã

Pablo Ramadas da Cruz entregou ao Ministério Público do Rio um pedido de apuração sobre a administração do Maracanã. O documento questiona se Flamengo e Fluminense, donos do consórcio concessionário, recebem condições privilegiadas.

maracanã estádio

O sócio do Vasco Pablo Ramadas da Cruz entregou ao Ministério Público do Rio de Janeiro um pedido de apuração sobre a concessão e a administração do Complexo Maracanã. O documento questiona se Flamengo e Fluminense, integrantes do consórcio concessionário que administra o estádio, recebem tratamento privilegiado em relação ao Vasco e a outros clubes interessados em utilizar o equipamento.

O pedido não afirma que houve irregularidade nem reivindica utilização automática do Maracanã pelo Vasco. A solicitação é para que o Ministério Público investigue se houve tratamento discriminatório, restrição indevida de acesso a um equipamento público, descumprimento contratual ou falha na fiscalização da concessão. Para o Expresso98, a iniciativa transfere a discussão para a esfera institucional, apontando que o impasse sobre o uso do estádio deixou de ser apenas uma negociação entre clubes e passa a envolver órgãos de controle — movimento que reflete a insatisfação vascaína com as sucessivas negativas do Consórcio Fla-Flu.

Entre os principais pontos levantados por Pablo Ramadas está a verificação de critérios objetivos e isonômicos para autorizar jogos de clubes que não integram a concessionária. O documento pede que sejam apurados eventuais pedidos do Vasco em 2026, as respostas recebidas e os fundamentos técnicos de possíveis negativas.

O sócio vascaíno solicita ainda a comparação de preços, custos operacionais e condições oferecidas a Vasco, Flamengo e Fluminense. Também pede a análise das 77 datas apresentadas pelo Consórcio Fla-Flu na licitação e a meta contratual de 70 jogos. A leitura do Expresso98 é que esse trecho expõe o núcleo da suspeita: o questionamento não é apenas sobre acesso, mas sobre isonomia — se os clubes concessionários operam sob regime próprio enquanto o Vasco enfrenta barreiras de custo, prazo e justificativas técnicas que não cabem na fiscalização do contrato público.

Outro pedido é o calendário completo de 2026, incluindo jogos, eventos comerciais, períodos de manutenção e datas sem utilização. Pablo Ramadas requisita o Plano de Manutenção, cronogramas, ordens de serviço e laudos sobre o gramado. O documento questiona se a manutenção foi usada como justificativa técnica válida para impedir partidas de terceiros. Também pede avaliação do impacto da partida da NFL sobre o gramado e sua compatibilidade com o calendário do futebol.

Por fim, o sócio do Vasco solicita relatórios do Estado e do Verificador Independente sobre fiscalização, manutenção e utilização esportiva do complexo. Para o Expresso98, a abrangência dos pedidos indica que a representação busca documentar o histórico completo de 2026, estabelecendo se houve padrão de negativas ao Vasco em datas tecnicamente disponíveis — o que poderia configurar uso discriminatório de equipamento público concedido.

O Vasco disputa neste sábado, às 16h, em São Januário, a partida contra o Coritiba pela 27ª rodada do Brasileirão. O time comandado por Pedro Emanuel ocupa a 17ª posição, com 28 pontos, e vem de classificação às semifinais da Sul-Americana após vencer o Santa Fe por 2 a 0.

Com informações do NetVasco, que cita X Atenção Vascaínos.

Por Redação Expresso98 · Publicado em 19 de setembro de 2026

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