Sócio estatutário pede ingresso em ação contra intervenção na SAF

Advogado protocolou pedido para entrar como terceiro interessado no processo que afastou Pedrinho e o Conselho de Administração da Vasco SAF, questionando validade jurídica da intervenção e dos atos posteriores.

martelo justiça tribunal

O advogado e sócio estatutário do Vasco, Diogo Teixeira Simões, protocolou pedido para ingressar oficialmente na ação que discute a intervenção na SAF do clube. A petição, direcionada à 6ª Vara Empresarial, solicita a reconsideração das decisões que afastaram Pedrinho e os demais membros do Conselho de Administração da Vasco SAF.

Entre os principais argumentos apresentados, a defesa sustenta que o relatório elaborado pela ex-interventora Samantha Mendes Longo não teria confirmado irregularidades que justificassem o afastamento da gestão. Segundo a petição, o documento aponta que o Conselho de Administração realizou 29 reuniões entre 2025 e 2026, que a estrutura executiva da SAF era adequada e que os problemas encontrados seriam passíveis de correção por medidas de governança.

A petição também questiona a validade jurídica da nomeação dos cogestores Adriana Campos Conrado Zamponi e Alexandre Cordeiro Macedo. O argumento central é que, após declarar-se suspeita por motivo de foro íntimo, a magistrada não poderia ter praticado novo ato decisório, defendendo a nulidade dessa parte da decisão.

Outro ponto relevante é a alegação de que as questões envolvendo governança e controle da Vasco SAF deveriam ser apreciadas pelo Tribunal Arbitral da FGV, e não pela Justiça comum, já que existe arbitragem instaurada entre as partes desde 2024.

O documento também afirma que o parecer do Conselho Fiscal, usado como base para a intervenção, estaria contaminado por disputas políticas internas. Além disso, sustenta que a continuidade da intervenção pode colocar em risco a negociação envolvendo um possível investimento de R$ 2 bilhões na Vasco SAF.

O sócio estatutário argumenta que possui interesse jurídico direto no processo, uma vez que a intervenção judicial atingiu direitos políticos dos associados e a governança do clube. Caberá agora à 6ª Vara Empresarial analisar os pedidos apresentados e decidir os próximos passos do processo.

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Publicado em 06 de julho de 2026

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