Sorato relembra Geovani: 'Era uma referência pra mim'
Ex-atacante vascaíno prestou homenagem ao ídolo cruzmaltino, falecido aos 62 anos. Sorato marcou seu primeiro gol pelo clube após assistência do eterno camisa 8, em 1988, e destacou a importância de Geovani dentro e fora de campo.

A morte de Geovani, aos 62 anos, provocou comoção na família vascaína. O Pequeno Príncipe, que construiu sua história com 405 jogos e 50 gols pela Cruz de Malta, enfrentava problemas de saúde havia pelo menos dez anos e já havia superado situações clínicas delicadas em outras oportunidades. Desta vez, porém, uma parada cardíaca interrompeu a trajetória de um dos maiores nomes da história do clube.
Entre os que sentiram profundamente a perda está Sorato, ex-atacante que dividiu o vestiário e o gramado com Geovani nos anos 1980 e 1990. Mais do que companheiros de equipe, os dois protagonizaram um momento marcante na carreira do centroavante: o primeiro gol de Sorato com a camisa vascaína nasceu justamente de um passe do eterno camisa 8.
Foi em 11 de junho de 1988, pelo terceiro turno do Campeonato Carioca. Entrando no lugar de um lesionado Romário, Sorato recebeu assistência de Geovani para marcar o primeiro de seus 85 gols pelo Vasco. Um instante que permaneceu vivo na memória do atacante e que ganhou peso ainda maior diante da despedida do ídolo.
'O Geovani, antes de tudo, era uma referência pra mim. Eu cheguei no Vasco e tinha ele, Romário, Roberto. Eu brincava muito que foi ele (Geovani) me escalou naquele jogo, em que estreei contra o Flamengo, fiz os dois gols e ele ainda me deu o passe. Foi um jogador espetacular, gênio da bola', declarou Sorato à Super Rádio Tupi.
Além do talento técnico que o consagrou como um dos grandes meias da história vascaína, Geovani deixou sua marca também pela personalidade contagiante. Sorato destacou a presença fundamental do camisa 8 no dia a dia do elenco, sempre pronto para incentivar os companheiros e aliviar a tensão nos momentos difíceis.
'Fora de campo, a alegria dele contagiava a gente, sempre tinha uma palavra para encorajar ou até para descontrair a galera, trazer confiança. Enfim, é uma perda. A gente sabe que ele estava lutando muito nos últimos anos, agora até estava um pouquinho melhor, mas Deus sabe todas as coisas. Acho que gente vai ficar saudade do companheiro, do amigo, do grande jogador que foi', completou o ex-atacante.
A declaração de Sorato traduz o sentimento de uma geração inteira de vascaínos que viram Geovani brilhar em São Januário. O talento refinado, a visão de jogo privilegiada e a capacidade de decidir partidas fizeram do Pequeno Príncipe uma referência não apenas para torcedores, mas também para quem teve o privilégio de atuar ao seu lado.
O velório e o sepultamento de Geovani acontecem nesta terça-feira em Vila Velha, no Espírito Santo, cidade natal do ídolo vascaíno. A despedida encerra a trajetória de um dos maiores nomes da história cruzmaltina, mas mantém viva a memória de quem vestiu a camisa com orgulho e deixou sua marca gravada para sempre no coração da torcida.
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