Vasco abre negociação com River por Castaño e busca saída para impasse

Com o impasse envolvendo Santiago Sosa, o Vasco partiu para o plano B: Kevin Castaño, volante colombiano do River Plate. A diretoria cruzmaltina já iniciou conversas e trabalha em duas frentes simultâneas para não ficar sem reforço.

Kevin Castaño River Plate

A diretoria do Vasco já estava com a calculadora na mão, os detalhes praticamente acertados, a ansiedade da torcida batendo na porta. Santiago Sosa, do Racing, parecia encaminhado. Até que o telefone tocou — e do outro lado da linha, os argentinos mudaram as regras do jogo. Foi nesse momento que o cruz-maltino entendeu: não dá para colocar todos os ovos na mesma cesta. E foi atrás de Kevin Castaño.

O volante colombiano de 25 anos, que defende o River Plate e já vestiu a camisa da seleção colombiana na última Copa do Mundo, virou prioridade. As conversas com o clube argentino já começaram, e o Vasco trabalha agora em duas frentes simultâneas: tenta destravar a negociação por Sosa e, ao mesmo tempo, avança por Castaño. A ideia é simples — e urgente: fechar pelo menos um dos dois antes que a janela bata.

O que aconteceu com Sosa foi um balde de água fria. O Vasco havia acertado as bases da proposta em 7 milhões de dólares — cerca de R$ 35 milhões —, e tudo caminhava para o desfecho. Mas o Racing resolveu mexer no combinado: passou a exigir pagamento maior à vista e um aumento no valor total. A negociação, que parecia resolvida no fim de semana, emperrou de vez.

Mesmo assim, a diretoria vascaína não jogou a toalha. Continua em contato com os argentinos, tentando encontrar um meio-termo. Mas também entendeu que depender só dessa operação seria arriscado — e foi aí que Castaño entrou no radar com força.

Revelado pelo Rionegro Águilas, da Colômbia, o volante rodou o continente: passou pelo Cruz Azul, do México, chegou até o Krasnodar, da Rússia, e em 2025 voltou para a América do Sul para vestir a camisa do River Plate. Ficou duas temporadas no clube argentino, mas em 2026 perdeu espaço e deixou de ser titular absoluto.

Ainda assim, Castaño segue bem avaliado no mercado. O que chama atenção do Vasco são as características que o colombiano carrega: intensidade na marcação, qualidade na saída de bola e presença física no meio-campo — exatamente o perfil que Pedro Emanuel busca para dar mais consistência ao setor.

A diretoria sabe que o tempo aperta. O segundo semestre está aí, as competições se amontoam, e o técnico português precisa de opções. Por isso, a estratégia agora é clara: trabalhar em paralelo, acelerar o que for possível e não deixar que a demora por um reforço comprometa o planejamento da temporada.

Sosa ou Castaño. Ou quem sabe os dois, se a matemática fechar. O que não pode acontecer é o Vasco ficar de mãos vazias quando a bola rolar.

Com informações do Torcedores, por Luiz Gustavo Moreira.

## Análise Expresso98

O Vasco vive um momento delicado dentro e fora de campo. Com 21 pontos em 20 jogos, ocupa a 18ª posição no Brasileirão, zona de rebaixamento, e acumula cinco derrotas consecutivas considerando todas as competições. Nesse cenário de pressão máxima, a diretoria corre contra o relógio para reforçar um elenco que Pedro Emanuel considera carente de opções, especialmente no meio-campo. A negociação que parecia encaminhada por Santiago Sosa esbarrou numa mudança de postura do Racing, que passou a exigir mais dinheiro à vista e aumento no valor total dos 7 milhões de dólares acertados. O impasse obrigou o clube a abrir uma segunda frente, agora por Kevin Castaño, volante colombiano do River Plate. A urgência é evidente: o segundo semestre está em curso, o time precisa reagir, e ficar sem reforços pode custar caro demais.

Kevin Castaño traz um currículo interessante — rodou por México, Rússia e Argentina, disputou a última Copa do Mundo pela Colômbia e tem o perfil físico e técnico que Pedro Emanuel busca: intensidade na marcação e qualidade na saída de bola. Aos 25 anos, perdeu espaço no River em 2026, o que pode facilitar a negociação. A estratégia de trabalhar em duas frentes simultâneas, tentando destravar Sosa e avançar por Castaño, mostra que a diretoria aprendeu a lição de não depender de uma única operação. Se a matemática fechar, o Vasco pode até trazer os dois, reforçando um setor que precisa desesperadamente de opções para dar consistência ao time.

Mas é impossível não olhar para esse cenário sem preocupação. O Vasco já gastou ou autorizou perto de R$ 100 milhões em investimentos sem análises formais, segundo parecer do Conselho Fiscal, e está sem diretor financeiro desde março. Agora promete acelerar contratações num momento em que o clube afunda na tabela e a pressão é enorme. A negociação com Sosa, que parecia resolvida, virou novela justamente porque o Racing mudou as regras no meio do caminho — sinal de que o Vasco pode não estar negociando da posição de força que gostaria. Castaño é uma alternativa válida, mas também é um jogador que perdeu espaço no River, e trazer atletas nessa condição sempre carrega risco. Além disso, o time segue sem solução definitiva para a zaga — onde cinco nomes foram sondados e nenhum bateu o martelo — e sem o centroavante titular que Pedro Emanuel pede. A série de cinco derrotas seguidas, a posição na zona de rebaixamento e a falta de serenidade nas decisões ofensivas mostram que o problema vai muito além da falta de um volante.

A leitura do Expresso98 é dura, mas realista: o Vasco está correndo atrás do prejuízo, e correndo tarde. Castaño ou Sosa podem ser peças úteis, mas nenhum reforço isolado resolve a crise de resultados, a desorganização institucional e a ansiedade que contamina o elenco. A diretoria trabalha sob pressão, sem estrutura financeira clara, e o risco de investir mal — de novo — é real. O que não pode acontecer, de fato, é o clube ficar de mãos vazias. Mas também não pode acontecer é gastar sem critério, contratar por desespero e só empurrar o problema para frente. O segundo semestre já começou, o Vasco está afundando, e cada dia sem solução é um passo a mais em direção ao abismo. A torcida espera reforços, mas espera ainda mais competência.

Por Redação Expresso98 · Publicado em 30 de julho de 2026

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