Vasco afunda: 4ª goleada de três gols ou mais no jejum, pior returno e cenário desenhado para novo rebaixamento

A derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, na noite de sexta-feira, em São Paulo, foi a quarta goleada por diferença de três gols ou mais que o Vasco sofreu no jejum de oito jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro. As outras três: 4 a 1 para o Internacional, 3 a 0 para o Bragantino e 3 a 0 para o Santos. Em todas elas, segundo publicação do jornalista Gilmar Ferreira no X, o Vasco teve algo a ser elogiado — mas a sequência de resultados não pode ser relativizada.
Os dois gols do Palmeiras nos primeiros quatro minutos da fase final, o primeiro em chute no ângulo e o segundo num pênalti involuntário, minaram o Vasco e condicionaram o confronto. A atuação do time de Pedro Emanuel teve pontos elogiáveis, mas o clube amarga a pior campanha no returno e é vice-lanterna no geral. Para o Expresso98, a fragilidade do time aparece justamente nesses detalhes: a regularidade técnica que impediria os gols relâmpago do Palmeiras simplesmente não existe, e quando a margem de erro desaparece, o Vasco desaba. O histórico recente sugere que pontos positivos isolados não bastam para reverter a trajetória — são oito jogos sem vitória, e a 19ª posição na tabela, com 22 pontos em 23 partidas e saldo de -14, não é acidente. Quanto ao Palmeiras, nem precisou jogar tanto para mostrar sua superioridade.
Gilmar Ferreira descreveu o cenário atual como "o de outro rebaixamento": clube politicamente dividido, diretoria administrativa omissa e sem capacidade de gestão, e conselheiros ineptos completando a pobreza atual. "A pobreza não está só na falta de dinheiro, mas na ausência de um espírito que represente a tradição de um clube quatro vezes campeão do Brasileiro e três vezes campeão sul-americano", escreveu o jornalista.
Segundo a publicação, ou o Vasco encerra as brigas políticas, se une num partido único e encara seus adversários com a força de um gigante, ou estará condenado a mais uma Série B, com seu presidente, resignado, assumindo sozinho a culpa de um fracasso que não será só dele. A leitura do Expresso98 é que o diagnóstico acerta: as idas e vindas judiciais e políticas que atrapalharam a negociação com Marcos Lamacchia — quase levando o investidor a deixar a mesa após dois anos e meio — são o reflexo da desorganização institucional que Gilmar aponta, e o clube colhe no campo o que planta na gestão. Com o empréstimo de R$ 150 milhões travado pela Justiça e o departamento de futebol impedido de avançar em sondagens que já estavam em andamento, a questão deixou de ser se o Vasco tem projeto técnico e passou a ser se terá condições mínimas de executá-lo.
O Vasco volta a campo na quarta-feira, 26 de agosto, às 21h30, em São Januário, para enfrentar o Vitória pelas quartas de final da Copa do Brasil. No sábado seguinte, dia 29, às 21h20, também em São Januário, recebe o Cruzeiro pelo returno do Brasileiro. O jogo de volta contra o Vitória acontece no dia 2 de setembro, no Barradão, e no dia 5 o Vasco enfrenta o Fluminense no Maracanã. O confronto contra o Grêmio, ainda sem data e horário definidos, completa a sequência dos próximos cinco compromissos. Na avaliação do Expresso98, a sequência é um teste de sobrevivência: o clube joga uma semifinal de Copa do Brasil sem vencer no Brasileiro há dois meses, mantém a pior campanha do returno e recebe o Cruzeiro ainda dentro da zona de rebaixamento. Pedro Emanuel classificou o time nos dois mata-matas da Sul-Americana, mas ainda busca a primeira vitória no Brasileiro — e o calendário não espera.
Com informações do NetVasco, que cita X do jornalista Gilmar Ferreira/Extra.
Comentários
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!