Vasco afunda no Z4, Admar desolado, 2 gols em 7 jogos e 63% de chance de rebaixamento

A derrota por 3 a 0 para o Santos em São Januário, neste domingo (16/8), deixou o Vasco em situação dramática no Campeonato Brasileiro. O clube ocupa a 19ª posição com 22 pontos em 22 jogos, à frente apenas da Chapecoense, e enfrenta o fantasma do rebaixamento sete rodadas sem vencer.
Segundo o ge.globo, o Vasco precisa fazer 24 dos 48 pontos restantes — aproveitamento de 50% — para alcançar os 46 pontos considerados seguros contra a queda. O desempenho atual do clube é de 33% de aproveitamento, e o último triunfo no Brasileiro aconteceu em 10 de maio, contra o Athletico-PR, por 1 a 0.
A Faculdade de Matemática da UFMG calcula 63% de probabilidade de o Vasco cair para a segunda divisão, segundo o Metrópoles. Na 23ª rodada, o clube tem números semelhantes a três das quatro campanhas que terminaram em rebaixamento na era dos pontos corridos: em 2008 eram 26 pontos, em 2013 e 2020 eram 24 pontos — todos acima dos atuais 22. A exceção foi 2015, quando o time tinha apenas 13 pontos na mesma altura.
O ataque travado preocupa. Em publicação no X, o perfil Lance! (@lancenet) apontou que o Vasco marcou apenas dois gols nas últimas sete partidas pelo Brasileirão. O setor ofensivo tornou-se um dos principais pontos de alerta da equipe comandada por Pedro Emanuel.
Após a partida, Admar Lopes, diretor executivo de futebol do Vasco, apareceu visivelmente abatido em imagem divulgada pelo perfil BTB Sports no Instagram, conforme registrou o NetVasco. Nas redes também circulou uma publicação do jornalista Leonardo Baran (@leonardobaran) sobre vandalização do setor visitante de São Januário pela torcida do Santos.
O Vasco tem um jogo a menos que a maioria dos concorrentes — o confronto atrasado é contra a Chapecoense. Caso vença, chegaria aos 25 pontos, mas ainda assim ficaria com campanha próxima de temporadas que terminaram com a queda. A disputa contra o rebaixamento está equilibrada: o clube divide os 22 pontos com o Remo e está três pontos atrás de Santos e Grêmio, primeiros times fora da zona de risco.
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