Vasco avalia Roger Machado como plano B na busca por técnico
Clube cruzmaltino mantém busca por treinador estrangeiro como prioridade, mas ex-comandante do São Paulo figura como alternativa caso negociações com perfis europeus não avancem. Direção analisa nomes livres no mercado.

O Vasco da Gama segue em busca de seu novo comandante técnico. Segundo apuração da Agência RTI Esporte, Roger Machado, ex-São Paulo, integra o leque de possibilidades da direção cruzmaltina, embora figure como alternativa secundária no processo de contratação.
O presidente Pedrinho e o CEO Edmar Lopes conduzem o monitoramento do mercado de treinadores, tendo já iniciado contatos com profissionais livres. A estratégia vascaína, contudo, não se limita aos nomes disponíveis: a diretoria também analisa técnicos com vínculo em outros clubes.
A postura da direção sofreu mudança significativa nas últimas semanas. Inicialmente, a preferência recaía sobre profissionais com conhecimento prévio do futebol brasileiro. Atualmente, o clube não descarta mais a contratação de um treinador sem experiência no país, ampliando consideravelmente o espectro de possibilidades.
Entre os nomes estrangeiros de interesse, destacam-se os argentinos Marcelo Gallardo, ex-River Plate, e Hernán Crespo, que comandou recentemente o São Paulo. Ambos estão livres no mercado e integram a lista de prioridades montada pela direção vascaína.
No cenário europeu, Edmar Lopes estabeleceu contatos com técnicos portugueses, não descartando a contratação de um profissional daquele país para o comando técnico do clube de São Januário. A movimentação revela a abrangência geográfica da busca empreendida pela diretoria.
O projeto idealizado pelo presidente Pedrinho contempla a contratação de um treinador capaz de desenvolver trabalho de longo prazo no clube, construindo identidade própria e estabelecendo vínculos profundos com a história centenária da instituição. A meta é assegurar um comandante com perfil para permanecer no cargo pelo menos até o final de 2027.
Nesse contexto estratégico, Roger Machado surge como o que a direção classifica internamente como plano B. O perfil do treinador se encaixa em um modelo alternativo: um profissional capaz de proporcionar estabilidade aos sistemas dentro de campo, promovendo equilíbrio entre os setores da equipe.
A avaliação positiva sobre Roger Machado fundamenta-se em características específicas de seu trabalho. O técnico é reconhecido pela capacidade de montar sistemas defensivos seguros, competência que agrada à direção vascaína no cenário atual. Além disso, Roger encontra-se livre no mercado e possui comissão técnica com valores considerados acessíveis pela realidade financeira do clube.
Até o presente momento, não houve contato formal entre a direção do Vasco e Roger Machado. O treinador, apesar de ser tratado como nome interessante internamente, só deve ser procurado após o encerramento das negociações com os perfis classificados como prioridade pela cúpula cruzmaltina.
A metodologia adotada pela direção revela planejamento estruturado: primeiro, esgotam-se as possibilidades com os nomes considerados ideais para o projeto de longo prazo; apenas então, caso essas tratativas não se concretizem, a atenção se voltará para alternativas como Roger Machado, cuja experiência recente no futebol brasileiro e reconhecida competência tática o credenciam como opção viável.
A busca por um novo comandante técnico ocorre em momento delicado da temporada. O Vasco necessita de definição rápida para dar continuidade ao planejamento e aos trabalhos de preparação para os compromissos que se aproximam. A direção, contudo, demonstra disposição para aguardar o desfecho das conversas prioritárias antes de acionar planos secundários, sinalizando que a qualidade do projeto técnico prevalece sobre a urgência temporal no processo decisório em curso.
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