Vasco avança por Colidio e oferece US$ 4 mi ao River Plate
O clube cruzmaltino negocia a contratação em definitivo do atacante argentino de 26 anos. Facundo Colidio já aceitou as bases salariais e sinalizou ao River Plate que aceita a transferência para São Januário.

O Vasco da Gama negocia a contratação do atacante Facundo Colidio, do River Plate, da Argentina. As tratativas estão em estágio avançado, com a diretoria cruzmaltina demonstrando otimismo quanto à conclusão do negócio envolvendo o atleta de 26 anos.
A operação prevê a aquisição em definitivo do jogador. As negociações giram em torno de US$ 4 milhões — aproximadamente R$ 20,3 milhões — por 50% dos direitos econômicos de Colidio. O atacante já sinalizou positivamente às bases salariais oferecidas pelo clube carioca e comunicou ao River Plate sua disposição em aceitar a transferência.
O interesse vascaíno pelo argentino não é recente. A diretoria acompanhava o atleta há meses, mas as conversas ganharam corpo definitivo com a viagem do diretor de futebol Admar Lopes à Argentina no início desta semana. O dirigente deslocou-se a Buenos Aires inicialmente para tratar da contratação do volante Santiago Sosa, do Racing, mas aproveitou a missão para avançar em outras frentes de mercado — entre elas, justamente a de Colidio.
Versátil no ataque, Facundo Colidio atua prioritariamente como centroavante, mas tem mobilidade para ocupar a ponta esquerda ou a função de segundo atacante. Na temporada atual pelo River Plate, o jogador acumula cinco gols e três assistências, números que reforçam sua capacidade de participação direta nas finalizações ofensivas.
De origem ítalo-argentina, Colidio foi formado nas categorias de base da Inter de Milão, onde despertou atenção por sua técnica e movimentação em campo. Profissionalmente, o atacante defendeu o Sint-Truiden, da Bélgica, e o Tigre, da Argentina, antes de transferir-se ao River Plate. A experiência acumulada em distintos contextos futebolísticos soma-se ao perfil técnico que a comissão vascaína busca para reforçar o setor ofensivo.
Com a janela de transferências em andamento, o Vasco busca agregar peças que ampliem as opções táticas do elenco. A eventual chegada de Colidio representaria mais uma movimentação significativa no mercado, sinalizando a determinação do clube em qualificar o plantel para os desafios da temporada.
Com informações do GE Vasco, por Bruno Murito.
## Análise Expresso98
O Vasco movimenta o mercado em momento delicado: 18º colocado no Brasileirão, com 21 pontos em 20 jogos e cinco derrotas consecutivas, o Cruzmaltino precisa acertar nas contratações para sair da zona de perigo. A oferta de US$ 4 milhões por 50% dos direitos de Facundo Colidio ao River Plate sinaliza determinação da diretoria em qualificar o setor ofensivo, especialmente após Pedro Emanuel reconhecer publicamente a falta de serenidade do time nos últimos 20 metros e dentro da área. A viagem de Admar Lopes a Buenos Aires — inicialmente para tratar de Santiago Sosa — ganhou múltiplas frentes, e a negociação pelo argentino de 26 anos está em estágio avançado, com o jogador já acenando positivamente às bases salariais.
A versatilidade de Colidio joga a favor: formado na Inter de Milão, o atacante atua como centroavante, ponta esquerda ou segundo atacante, perfil que amplia as opções táticas num elenco que precisa recuperar peças como Marino Hinestroza, Cuiabano e Nuno Moreira. Os cinco gols e três assistências na atual temporada pelo River demonstram participação direta nas finalizações, exatamente o que falta ao time vascaíno. A experiência acumulada em Bélgica, Argentina e no gigante de Núñez agrega maturidade a um plantel carente de soluções ofensivas. Com Brenner disponível para negociação e o clube buscando novo centroavante titular, o argentino chegaria para disputar posição e trazer concorrência saudável.
A preocupação reside no investimento alto — cerca de R$ 20,3 milhões por metade dos direitos econômicos — num momento em que o Conselho Fiscal apontou investimentos próximos de R$ 100 milhões sem análises formais e o clube está sem diretor financeiro desde março. Embora Marcos Lamacchia tenha dado aval para contratar cinco jogadores com orçamento de R$ 100 milhões por ano, o risco de erro aumenta quando se opera sem estrutura completa de governança. Além disso, com negociações em aberto por Santiago Sosa, Nelson Deossa e a busca por um zagueiro titular ainda travada, a janela exige priorização cirúrgica — e um atacante pode não ser a necessidade mais urgente diante da fragilidade defensiva que contribui para o saldo de -8 no Brasileirão.
A eventual chegada de Colidio representa movimentação significativa, mas o cenário exige pragmatismo: o Vasco precisa acertar não só nos nomes, mas na ordem de prioridades. Com clássico contra o Fluminense em casa pela frente e a pressão da zona de rebaixamento, cada real investido precisa render resultado imediato. O perfil técnico do argentino agrada, o acompanhamento de meses demonstra planejamento, mas a análise fria diz que, antes de somar mais uma peça ofensiva, o Cruzmaltino precisaria resolver as lacunas na defesa e no meio-campo que tornam o time vulnerável. O otimismo com o avanço da negociação deve conviver com a cautela de quem sabe que, em momento de crise, cada aposta precisa ser certeira.
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