Vasco bate Barracas mas vai ao playoff: 'Se eu fosse covarde...'
Vitória por 3 a 0 garantiu classificação na Sul-Americana, mas clima pesado persiste. Apenas 3.524 torcedores em São Januário, pior público desde 2022. Renato se defendeu em coletiva após polêmica ausência no domingo.

'Se eu fosse covarde, talvez nem teria vindo para o Vasco', afirmou Renato Gaúcho na coletiva após a vitória por 3 a 0 sobre o Barracas Central, explicando sua ausência na entrevista após a derrota para o Bragantino.
O resultado classificou o Vasco aos playoffs da Copa Sul-Americana, mas na segunda colocação do grupo — longe de apaziguar o clima tenso que tomou conta de São Januário. Vaias marcaram o término da partida, reflexo de uma torcida machucada pela sequência de três derrotas consecutivas e pela sensação de descaso com a competição continental.
O público foi emblemático: apenas 3.524 presentes, o pior registrado pelo Vasco em São Januário desde 2022. As torcidas organizadas haviam convocado o protesto 'público zero', e os que compareceram manifestaram-se antes da bola rolar.
Pela primeira vez no torneio, Renato escalou o que considera seu time titular. A equipe dominou um adversário de qualidade baixíssima, mas só destrancou o jogo após a parada técnica. Adson marcou dois gols e foi a boa notícia da noite. Entre os dois tentos, o Barracas perdeu Insúa, expulso por acertar o joelho do próprio atacante vascaíno.
Na etapa final, Rojas ampliou aos nove minutos com chute cruzado no ângulo. Brenner teve a chance de marcar em pênalti — a torcida gritou seu nome, num raro momento de sintonia —, mas desperdiçou.
O técnico minimizou a importância do primeiro lugar, embora significasse dois jogos a menos num calendário que ele próprio critica. Para os torcedores presentes, o peso era outro: quando a combinação de resultados colocou momentaneamente o Vasco na liderança, a arquibancada voltou a cantar alto.
Próximo do Z-4 no Brasileirão e fora da vaga direta às oitavas da Sul-Americana pelo segundo ano seguido, o Vasco encara o Atlético-MG no domingo, antes da pausa para a Copa do Mundo, tentando pacificar a relação com sua torcida.
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