Vasco busca novo técnico após ruptura com Renato Gaúcho

Clube cruzmaltino volta ao mercado pela terceira vez em sete meses. Pedrinho e Admar Lopes buscam treinador livre que se adapte ao estilo vascaíno, mas André Jardine, único consenso, já acertou com clube árabe.

vasco técnico bastidores

O que leva um clube a trocar de técnico três vezes em menos de sete meses? No Vasco, a resposta passa pela demissão de Renato Gaúcho na última quinta-feira, 18 de dezembro. Contratado em março, o treinador deixou São Januário após entrar em rota de colisão com o elenco vascaíno — uma ruptura que precipitou mais uma mudança no comando técnico.

Pedrinho e Admar Lopes assumiram a linha de frente na busca por um substituto. Os dirigentes estão reunidos desde a demissão para intensificar o mapeamento do mercado — trabalho que, segundo apuração da Agência RTI Esporte, já vinha sendo feito internamente antes mesmo do desligamento de Renato.

O primeiro nome sondado foi André Jardine, recém-saído do América do México. O treinador era o único consenso em São Januário, mas permaneceu pouco tempo disponível: acertou com o Shabab Al-Ahli, dos Emirados Árabes, fechando a porta para o Vasco antes que as conversas avançassem.

Agora, a direção cruzmaltina trabalha com um critério definido: o novo técnico precisa se adaptar ao estilo de jogo tradicional do clube, que consiste em ter a bola e propor o jogo. Contudo, ainda não existe uma lista fechada de nomes a serem procurados nos próximos dias.

Internamente, o discurso é de cautela sem desespero. A direção entende que há prazo para trabalhar, mas sabe que lentidão pode custar caro. O que ficou estabelecido como prioridade é buscar um treinador livre no mercado — condição ditada pela realidade financeira do clube.

Embora o Vasco esteja com salários e obrigações em dia — um dos mantras do presidente Pedrinho —, não há margem para pagar multa rescisória de técnico empregado. A exceção fica condicionada a uma oportunidade de mercado que justifique o investimento, mas não há sinais concretos de que esse caminho será percorrido.

O mercado oferece opções variadas. Entre os treinadores livres estão nomes como Tite, Jorginho, Roger Machado, Paulo Turra, Bruno Lage, Carlos Carvalhal, Jorge Jesus, Renato Paiva, Paulo Bento, Vasco Matos, Marcelo Gallardo, Juan Pablo Vojvoda, Ramón Díaz, Hernán Crespo, Ricardo Gareca e Martín Palermo. A diversidade de perfis contrasta com a urgência da decisão.

O Vasco entra 2026 novamente em processo de reconstrução no comando técnico. Resta saber se desta vez a escolha trará a estabilidade necessária para consolidar um projeto de jogo — ou se o ciclo de trocas seguirá se repetindo.

#renato gaúcho#pedrinho#bastidores#técnico#demissão#admar lopes#andré jardine
Publicado em 19 de junho de 2026

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário