Vasco cai para 18ª posição após rodada sem jogar
Cruz-Maltino viu a situação piorar na tabela do Brasileirão mesmo com o jogo adiado contra a Chapecoense. Zona de rebaixamento segue como realidade incômoda.

O Vasco não entrou em campo nesta quinta-feira, mas viu sua situação piorar na tabela do Campeonato Brasileiro. Após os jogos da 21ª rodada disputados nesta 5ª-feira, o Cruz-Maltino caiu da 17ª para a 18ª colocação e segue dentro da temida zona de rebaixamento.
O responsável pela queda foi o resultado de outros jogos da rodada, que acabaram empurrando o Vasco para baixo na classificação mesmo sem o time ter atuado. A partida do Gigante da Colina contra a Chapecoense, válida por esta mesma rodada, foi adiada e ainda não tem data definida para acontecer.
A situação delicada na tabela acende o alerta para a urgência de somar pontos. Cada rodada que passa torna a briga contra o rebaixamento mais acirrada, e o Vasco precisa reverter o cenário rapidamente para escapar da zona perigosa.
Com informações do NetVasco.
## Análise Expresso98
O Vasco vive um momento crítico no Campeonato Brasileiro. Sem entrar em campo na rodada, o Cruz-Maltino viu sua situação se agravar na tabela: caiu da 17ª para a 18ª posição e segue dentro da zona de rebaixamento, com 21 pontos em 20 jogos e saldo de gols negativo (-8). A partida contra a Chapecoense foi adiada sem data definida, e o time acumula uma sequência alarmante nos últimos cinco jogos — cinco derrotas consecutivas (DLLLL). Enquanto isso, os bastidores revelam um clube em ebulição: o Conselho Fiscal apontou investimentos próximos de R$ 100 milhões sem análises formais, a diretoria está sem diretor financeiro desde março, e a chapa Vasco dos Vascaínos divulgou manifesto em 28 de julho contra a gestão atual, antecipando tensões para a eleição de novembro.
Em meio ao caos, há esforços no mercado: o Vasco busca reforços com orçamento disponível de R$ 100 milhões por ano, negocia o meia Nelson Deossa (Betis) e o volante Santiago Sosa (Racing), e sonda zagueiros como Luiz Felipe e Diego Carlos. No campo, o retorno do volante Jair após 10 meses lesionado trouxe dois grandes jogos consecutivos, mostrando que o elenco tem peças de qualidade quando recuperadas. Brenner está disponível novamente após gastroenterite viral, e o clube trabalha para resgatar o melhor de atletas como Marino Hinestroza, Cuiabano (em queda pós-Copa) e Nuno Moreira.
Mas a realidade é dura: cinco derrotas seguidas, 18ª posição, zona de rebaixamento e um calendário que não perdoa. O técnico Pedro Emanuel reconheceu publicamente a falta de serenidade do time nos últimos 20 metros e dentro da área, com ansiedade excessiva nas finalizações — um problema técnico e emocional que não se resolve da noite para o dia. As negociações por zagueiros emperram (Girotto foi para outro clube, Di Cesare ficou travado pela negociação simultânea com o Racing, e há ressalvas sobre o histórico de lesões de Luiz Felipe), e a indefinição administrativa — com manifesto de oposição e eleição no horizonte — pode contaminar o vestiário e atrasar decisões urgentes. O próximo compromisso é contra o Fluminense, em São Januário, pelas oitavas de final — mas o foco precisa estar no Brasileiro, onde cada ponto vale ouro e cada rodada sem vitória aprofunda o abismo.
A leitura do Expresso98 é de alerta máximo. O Vasco está afundando na tabela sem sequer entrar em campo, refém de resultados alheios e de uma crise de desempenho que já dura cinco jogos. A janela de transferências traz esperança, mas os reforços ainda não chegaram e o tempo urge. O clube fundado em 1898, campeão sul-americano em 1948 e da Libertadores em 1998, não pode aceitar a zona de rebaixamento como destino — mas, hoje, a realidade é essa, e só trabalho urgente, serenidade tática e reforços certeiros podem reverter o cenário. O próximo passo é vital: quebrar a sequência de derrotas, somar pontos e tirar o Gigante da Colina dessa posição indigna antes que seja tarde demais.
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