Vasco classifica, mas relaxamento cobra o preço em São Januário

Empate em 2 a 2 com o Paysandu selou vaga nas oitavas da Copa do Brasil, mas acomodação criticada por Renato Gaúcho transformou noite tranquila em susto. Marino brilha, elenco rodado responde — e o técnico cobra postura.

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O Vasco está nas oitavas de final da Copa do Brasil — mas será que precisava sofrer tanto?

O empate em 2 a 2 com o Paysandu, na última quarta-feira em São Januário, carimbou a classificação cruzmaltina com sobras no placar agregado. Mas a noite, que prometia tranquilidade após a vitória por 2 a 0 na ida em Belém, virou montanha-russa por culpa de um velho conhecido: o relaxamento.

Renato Gaúcho não poupou palavras na coletiva. "O grupo gosta de sofrer, o grupo acha que está junto com a torcida, que temos que sofrer com o nosso torcedor. E não pode ser assim", disparou o comandante, que havia alertado o elenco no intervalo — para ver o Paysandu empatar no primeiro minuto da etapa final.

Com vantagem folgada no agregado, o técnico aproveitou para rodar o elenco. E um nome brilhou: Marino Hinestroza. O colombiano sofreu o pênalti convertido por Johan Rojas e assistiu Thiago Mendes, construindo sua melhor atuação com a cruz de malta. "Hoje foi a melhor atuação dele no Vasco", reconheceu Renato.

O Gigante dominou o primeiro tempo, mas Brenner desperdiçou chances claras. A vantagem no placar produziu o efeito colateral temido: acomodação. O Paysandu puniu ainda na etapa inicial e empatou logo no retorno do intervalo. São Januário mudou de clima — apreensão tomou conta.

O Cruz-Maltino reagiu, voltou a controlar, mas pecou na definição. Marino teve a chance de matar o jogo ao roubar a bola, mas inexplicavelmente tocou para trás em vez de servir David livre na pequena área.

Ao final, sentimento misto: aplausos pela classificação, vaias pelo empate. A estratégia de rodízio segue rendendo — como havia sido contra o Audax Italiano na Sul-Americana. Jogadores contestados recuperam confiança em momento decisivo da temporada.

"O torcedor quer ser campeão? Eu também. Trabalho para isso, mas não vamos colocar uma faixa no peito da noite para o dia. Classificamos na Copa do Brasil e estamos bem no Brasileirão. O Vasco está bem demais", ponderou Renato, mantendo os pés no chão enquanto o clube segue firme em três frentes em 2026.

Fonte: GE Vasco
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Publicado em 14 de maio de 2026

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