Vasco desmonta acusação de CGU, expõe ex-dirigentes e acusa rival de articulação política
O Club de Regatas Vasco da Gama divulgou nota oficial esclarecendo sua relação com emendas parlamentares e projetos incentivados, negando investigação da CGU e acusando ex-dirigentes exonerados de atuarem com rival e pela 777 Partners.

O Club de Regatas Vasco da Gama divulgou nota oficial nesta sexta-feira esclarecendo sua relação com emendas parlamentares e projetos incentivados. O pronunciamento institucional nega investigação da Controladoria-Geral da União e acusa ex-dirigentes exonerados de atuarem politicamente às vésperas das eleições do clube.
Segundo o comunicado, o Vasco não possui as certidões negativas exigidas para atuar como proponente em projetos incentivados. Por essa razão, o clube firma parcerias com institutos que assumem formalmente essa condição, modelo previsto na Lei 13.019/2014. A nota afirma que o clube não é parte dos termos de fomento, não recebe recursos públicos federais e não movimenta qualquer valor. A responsabilidade pela aplicação dos recursos é integralmente do proponente, a quem cabem a execução financeira e a prestação de contas.
O texto oficial classifica como 'mentira' a insinuação de que o Vasco estaria sendo investigado pela CGU. A afirmação categórica do clube põe em xeque declarações que circularam na imprensa nas últimas horas.
A nota parte para o confronto direto ao tratar dos ex-dirigentes exonerados que, segundo o Vasco, procuram a imprensa para alimentar suspeitas. O clube afirma que são 'exatamente os mesmos que conversavam diretamente com os proponentes enquanto ocupavam seus cargos'. O comunicado acrescenta que esses dirigentes tinham autonomia e nunca apresentaram uma única denúncia durante suas gestões.
O Vasco associa o movimento à proximidade das eleições do clube, afirmando que ex-dirigentes, 'movidos pela ganância', tentam misturar política nacional com a vida institucional vascaína. O clube invoca sua história como argumento: 'O clube pioneiro na luta contra a discriminação, que defendeu o direito de negros, trabalhadores e homens de origem humilde, não tem partido nem lado político. Não tem raça, cor, etnia, religião, sexo ou gênero', diz a nota, encerrando com 'Essa sempre foi e será nossa história'.
O comunicado traz acusações graves. Segundo o Vasco, os mesmos ex-dirigentes 'atuam ocultamente pela 777' e 'trabalham com o rival nos bastidores dos órgãos do futebol'. A referência nominal à 777 Partners, ex-controladora da SAF vascaína, e à articulação com clube rival marca o tom de denúncia política do texto.
O clube alerta a imprensa sobre o risco de ser 'induzida ao erro' e de funcionar 'como instrumento de um projeto político' quando as fontes têm interesse pessoal naquilo que narram. A frase sugere que o Vasco identifica articulação coordenada por trás das denúncias que motivaram a nota.
A Lei 13.019/2014, citada no comunicado, estabelece o regime jurídico das parcerias entre a administração pública e organizações da sociedade civil. O modelo de parceria com institutos que atuam como proponentes formais, mencionado pelo Vasco, é previsto na legislação para casos em que a organização beneficiária não possui as certidões negativas exigidas — requisito que inclui regularidade fiscal, trabalhista e previdenciária.
O Vasco encerra a nota afirmando que 'permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários'. O comunicado não detalha quais certidões negativas faltam ao clube nem identifica nominalmente os ex-dirigentes mencionados.
A nota foi publicada no perfil oficial do Vasco no Instagram. O clube não informou se protocolará representação formal contra as declarações que classifica como falsas.
Com informações do NetVasco, que cita Instagram oficial do Vasco.
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