Vasco é absolvido: câmera do VAR moveu por 'vibração da arquibancada'

STJD acatou defesa vascaína e livrou o clube de perder mandos após denúncia sobre câmera do VAR deslocada no clássico com o Botafogo. Multa de R$ 10 mil apenas por sinalizadores.

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"A câmera da linha do gol não foi movida a partir da ação de humanos, e sim pelo natural movimento da arquibancada de São Januário." Com esse argumento, a defesa do Vasco convenceu o STJD e livrou o clube da possibilidade de perder mandos de campo.

O tribunal absolveu o Vasco na denúncia que surgiu após o clássico contra o Botafogo, em 4 de abril, quando o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães relatou na súmula que torcedores teriam deslocado uma das câmeras do VAR e impedido o funcionamento da tecnologia durante o segundo tempo. A câmera em questão fica na linha de fundo e é usada para checar impedimentos e se a bola ultrapassou a linha.

O clube foi julgado por dois artigos: 213 (desordem), pelo uso de sinalizadores, e 243-B (violência ou grave ameaça), pela denúncia da câmera. Wagner relatou que o equipamento ficou inoperante por 12 minutos e que o operador da Hawk-Eye foi impedido de acessar a plataforma "sendo hostilizado e ameaçado" pela torcida.

A defesa vascaína sustentou que o deslocamento foi provocado pela vibração natural da arquibancada de São Januário — conhecida por tremer em dias de casa cheia. O STJD acatou. O Vasco pagará apenas multa de R$ 10 mil pelo uso de artefatos pirotécnicos.

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Publicado em 24 de abril de 2026

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