Vasco e Fluminense empatam sem gols no Maracanã pelas oitavas da Copa do Brasil

Vasco e Fluminense empataram por 0 a 0 no Maracanã, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil de 2026. O resultado deixa a decisão da vaga em aberto para o confronto de volta, que será disputado na próxima quarta-feira.
Ao final da partida, a torcida vascaína se despediu do estádio cantando "é guerra, quarta-feira é guerra", segundo registro do Analisa Vasco. O canto reflete a expectativa dos torcedores para o jogo decisivo que definirá o classificado às quartas de final da competição.
O goleiro Léo Jardim, que foi herói do Vasco na semifinal da Copa do Brasil de 2025 justamente contra o Fluminense, falou sobre o primeiro jogo das oitavas. Segundo o ge.globo, o arqueiro afirmou que aquele episódio ficou no passado e acrescentou: "Se chegar nas penalidades, vou me preparar bem, estudar bastante para ajudar a equipe".
A declaração de Léo Jardim ganha relevância especial pelo histórico recente entre as equipes. Na semifinal do ano passado, o goleiro teve participação decisiva na eliminação do rival tricolor, e agora pode ser novamente peça-chave caso a disputa por vaga nas quartas seja decidida nos pênaltis.
Com o empate sem gols no Maracanã, qualquer vitória simples no jogo de volta garante a classificação. Novo empate leva a decisão para os pênaltis, cenário para o qual Léo Jardim já demonstrou estar disposto a se preparar.
## Análise Expresso98
O Gigante da Colina sai do Maracanã com a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil ainda viva e com a vantagem de decidir em casa, na próxima quarta-feira. O empate sem gols diante do Fluminense, no jogo de ida das oitavas, manteve o Vasco no páreo e deixou tudo em aberto para o confronto de volta. A torcida cruzmaltina já demonstrou entender o tamanho do momento: os cantos de "é guerra, quarta-feira é guerra" registrados ao final da partida revelam que São Januário estará em ebulição para empurrar o time rumo à classificação. É verdade que o momento no Brasileirão é delicado — a equipe ocupa a 18ª colocação, com 21 pontos em 20 jogos, vindo de cinco derrotas seguidas considerando todas as competições — mas a Copa do Brasil representa um alento, uma oportunidade de oxigenação e de reencontro com a vitória num duelo decisivo.
Os motivos para acreditar existem e são concretos. Primeiro, o Vasco decide em casa, onde a Colina historicamente faz diferença em jogos de mata-mata. Segundo, Léo Jardim carrega no currículo recente um trunfo precioso: foi herói contra o próprio Fluminense na semifinal da Copa do Brasil do ano passado, episódio que ainda habita a memória tricolor. O goleiro já avisou que, se a vaga for decidida nos pênaltis, vai se preparar e estudar para ajudar a equipe — postura de protagonista que inspira confiança. Além disso, qualquer vitória simples garante a classificação, e até novo empate não elimina o Vasco: leva aos pênaltis, cenário onde Léo já provou ser decisivo. O volante Jair, que acaba de completar seu segundo grande jogo consecutivo após retornar de 10 meses de lesão, pode ser outra peça importante na busca pela solidez que faltou na ida.
A preocupação, claro, reside no desempenho geral da equipe. Cinco derrotas seguidas, independentemente das competições, não são simples de apagar com um passe de mágica, e a insegurança defensiva que vem atormentando o time no Brasileirão — saldo de -8 em 20 jogos — não pode se manifestar num jogo único e decisivo. Erros individuais, falta de concentração ou dificuldade em criar chances claras podem custar caro numa partida sem margem para erro. A pressão sobre os defensores é gigante, especialmente com as recentes oscilações no setor, e qualquer vacilo pode jogar por terra a vantagem de decidir em casa. O Fluminense, rival histórico e experiente em decisões, sabe jogar esse tipo de partida e não vai facilitar.
A leitura do Expresso98 é de expectativa positiva, mas realista. O Vasco está vivo, tem trunfos importantes — a casa, o goleiro, a torcida — e precisa transformar a necessidade em combustível. Quarta-feira, São Januário terá a chance de ser palco de mais um capítulo vibrante na história cruzmaltina. Se a equipe souber aproveitar o apoio da Colina e Léo Jardim repetir os feitos do passado recente, a vaga nas quartas pode e deve ficar no Gigante. É guerra, sim — e o Vasco tem com que guerrear.
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