Vasco e Fluminense voltam a se enfrentar na Copa do Brasil; ida às 17h30
Clássico dos Gigantes terá quarta edição na história do torneio neste sábado, no Maracanã. Vasco leva vantagem no retrospecto direto da competição, com duas classificações em três duelos anteriores.

Neste sábado, às 17h30, Vasco e Fluminense protagonizam mais um capítulo do Clássico dos Gigantes na Copa do Brasil. A partida de ida das oitavas de final, no Maracanã, marca o quarto encontro dos rivais em mata-mata do torneio nacional — e a história recente sorri para o Cruz-Maltino, que eliminou o tricolor em duas das três ocasiões anteriores. A volta está marcada para a próxima quarta-feira, também no Maraca, e o vencedor da eliminatória avança às quartas de final.
Vasco e Fluminense são os únicos representantes cariocas vivos na Copa do Brasil de 2026. Em 2025, o Gigante da Colina eliminou o rival justamente na semifinal, em disputa dramática decidida nos pênaltis após dois jogos intensos. Agora, ambos chegam em momentos distintos no Campeonato Brasileiro: o Vasco ocupa a 18ª posição, com 21 pontos em 20 partidas, enquanto o Fluminense está na 4ª colocação, com 34 pontos em 21 jogos. O retrospecto recente entre os times, porém, é equilibrado — nos últimos cinco confrontos diretos, cada lado venceu duas vezes, além de um empate. Nesta temporada, os rivais já se enfrentaram três vezes, com uma vitória para cada lado e um empate.
**2000: classificação tricolor no gol fora de casa**
O primeiro duelo entre Vasco e Fluminense na Copa do Brasil aconteceu nas oitavas de final da edição de 2000, em dois jogos marcados por polêmicas e tensão. No Maracanã, o Fluminense abriu o placar com Régis, mas o Vasco empatou ainda no primeiro tempo quando Pedrinho aproveitou sobra de falta e viu a bola bater na trave e nas costas de Zetti antes de entrar. O jogo terminou 1 a 1, e o Vasco precisava apenas de um empate sem gols em São Januário para avançar — na época, o gol fora de casa era critério de desempate.
Em casa, o Gigante da Colina até empatou com dois gols de Edmundo, mas não foi suficiente. O Fluminense venceu por 2 a 2 no agregado e se classificou graças ao gol marcado como visitante. Magno Alves e Agnaldo balançaram a rede para o tricolor, enquanto a partida terminou com quatro expulsões — Viola e Felipe pelo Vasco, César e Fabinho pelo rival. A eliminação custou o cargo de Abel Braga, que deixou o comando cruzmaltino após a partida. Eurico Miranda, então vice de futebol do Vasco, alfinetou o adversário mesmo com a queda: 'Só tinha conhecido um que ressurgiu dos mortos, que foi Jesus Cristo. E vi que agora o Vasco tem essa capacidade de ressuscitar, ressuscitou o Fluminense'.
**2006: Vasco chega à final**
Seis anos depois, os rivais voltaram a se cruzar na Copa do Brasil, desta vez na semifinal. Os dois jogos foram disputados no Maracanã. Na ida, Edilson Capetinha marcou no segundo tempo após cruzamento de Ernane e garantiu vantagem cruzmaltina para o duelo de volta.
No segundo jogo, o Vasco ampliou a vantagem com Valdiram ainda no primeiro tempo. O centroavante, que terminaria a competição como artilheiro com sete gols, colocou o Gigante da Colina em posição confortável. O Fluminense reagiu e empatou na segunda etapa com Petkovic, de pênalti, mas o resultado foi insuficiente. O Vasco avançou à final, onde enfrentou o Flamengo e acabou vice-campeão ao perder os dois jogos da decisão.
Curiosidade: Thiago Silva, então com 22 anos, integrava o elenco tricolor e teve um gol anulado por impedimento na partida de ida. O defensor permaneceu no Fluminense até 2008, antes de se transferir para o Milan. Atualmente aos 41 anos, Thiago Silva está no time do Fluminense, mas desfalca o rival no clássico deste sábado devido a lesão na coxa.
**2025: drama e pênaltis**
O terceiro encontro entre Vasco e Fluminense na Copa do Brasil aconteceu na semifinal de 2025, em dezembro, após o término do Campeonato Brasileiro. A eliminatória ficou marcada por grandes públicos e alta dose de tensão.
No primeiro jogo, diante de quase 65 mil torcedores no Maracanã, o Fluminense abriu o placar no primeiro tempo com Serna, que recebeu de Thiago Silva. O Vasco virou na segunda etapa com brilho de Rayan, que empatou e participou da jogada que resultou no gol de cabeça de Vegetti nos acréscimos. Na volta, com 67 mil presentes, o Fluminense empatou o agregado com gol contra de Paulo Henrique no primeiro tempo. O Vasco pressionou, mas o placar de 1 a 0 para o tricolor levou a decisão para os pênaltis.
Nas penalidades, Léo Jardim brilhou ao defender cobranças de John Kennedy e Canobbio, enquanto Puma Rodríguez converteu a cobrança decisiva e garantiu a classificação vascaína à final contra o Corinthians. O Timão sagrou-se campeão após empatar no Itaquerão e vencer no Maracanã.
**O quarto capítulo**
Agora, em 2026, o Clássico dos Gigantes retorna à Copa do Brasil nas oitavas de final. A partida de ida será às 17h30 deste sábado, com a volta marcada para a próxima quarta-feira, ambas no Maracanã. O Vasco busca ampliar a vantagem histórica no confronto direto pela competição e seguir vivo na briga pelo título nacional.
Com informações do NetVasco, que cita Super Rádio Tupi.
## Análise Expresso98
O Vasco volta a encarar o Fluminense pela Copa do Brasil neste sábado, às 17h30, no Maracanã, pela partida de ida das oitavas de final. É o quarto mata-mata entre os rivais na competição — e o Cruz-Maltino leva vantagem, com duas eliminatórias vencidas contra uma. O contexto, porém, é delicado: o Gigante da Colina ocupa a 18ª posição no Brasileirão, com 21 pontos em 20 jogos, enquanto o Fluminense está em quarto, com 34 pontos em 21 partidas. A Copa do Brasil se torna, assim, uma trincheira fundamental para a temporada vascaína, especialmente diante da queda de cinco jogos seguidos que deixou o time na zona de rebaixamento do campeonato nacional.
A história recente da competição trabalha a favor do Vasco. Em 2006, o Cruzmaltino eliminou o tricolor na semifinal com vitórias nos dois jogos no Maracanã, caminhando até a final. Em 2025, repetiu a dose em outra semifinal, dessa vez nos pênaltis após dois jogos intensos e grandes públicos, com Léo Jardim segurando as cobranças de John Kennedy e Canobbio. O retrospecto geral dos últimos cinco confrontos diretos também é equilibrado — duas vitórias para cada lado e um empate —, mostrando que o clássico costuma ser aberto. Além disso, o Fluminense terá o desfalque de Thiago Silva, lesionado na coxa, retirando do adversário um dos principais líderes defensivos.
O momento no Brasileirão, entretanto, acende o alerta máximo. A sequência de cinco derrotas consecutivas em todas as competições expõe fragilidades que o próprio técnico Pedro Emanuel reconheceu: falta de serenidade nos últimos vinte metros e ansiedade nas finalizações. A 18ª colocação, com saldo negativo de oito gols, coloca o clube em situação de emergência na liga nacional. Atletas como Marino Hinestroza, Cuiabano e Nuno Moreira precisam ser recuperados — Cuiabano, em especial, vive fase ruim no pós-Copa. O desafio é duplo: enfrentar um rival em momento superior na tabela e reverter a queda de desempenho que tomou conta do elenco nas últimas rodadas.
A Copa do Brasil se apresenta como oportunidade de virada de chave e alívio de pressão, mas exige lucidez. O Vasco não pode se apoiar apenas no passado favorável da competição — precisa corrigir os erros que o levaram à zona de rebaixamento no Brasileiro. O clássico é aberto, a eliminatória se decide em dois jogos, e a história mostra que o Cruz-Maltino sabe crescer nesses confrontos. Mas o presente exige mais do que retrospecto: exige futebol eficiente, defesa sólida e, sobretudo, a serenidade que tem faltado nas últimas semanas. O quarto capítulo do Clássico dos Gigantes na Copa do Brasil pode ser o ponto de inflexão — ou aprofundar a crise.
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