Vasco eleva oferta por Colidio a US$ 5 milhões e negocia com River Plate

O Vasco da Gama aumentou a proposta e ofereceu US$ 5 milhões (cerca de R$ 25,3 milhões) ao River Plate pela compra de 50% dos direitos econômicos do atacante Facundo Colidio. Segundo apurou o UOL, trata-se de uma primeira oferta oficial, e as conversas entre os clubes seguem abertas, com disposição de ambas as partes para continuar discutindo os termos da transferência.
Admar Lopes, diretor esportivo do Vasco, esteve na Argentina na semana passada para concluir a contratação de Santiago Sosa, do Racing, e aproveitou a viagem para avançar nas tratativas com a diretoria do River Plate por Colidio. A negociação ainda está em andamento.
Com a iminente chegada de Sosa, o Vasco atingirá o limite de nove estrangeiros no elenco profissional, exatamente o máximo permitido para relacionar atletas nascidos fora do Brasil em partidas do Campeonato Brasileiro. Atualmente, três estrangeiros são titulares do time — Cuesta, Andrés Gómez e Spinelli — e Sosa será o quarto. Jogadores como Nuno Moreira e Rojas são membros importantes do elenco, mas perderam espaço nas últimas semanas.
Caso o Vasco concretize novas contratações de jogadores de fora do país, como Colidio, será obrigado a deixar um ou mais atletas fora da lista de relacionados. Puma Rodríguez, lateral uruguaio que pode atuar nas duas laterais e também no ataque, é considerado importante. Já Saldivia e Marino Hinestroza estão mais para o fim da fila e podem perder ainda mais espaço. O zagueiro uruguaio e o atacante colombiano foram contratados no início da temporada e não se firmaram no clube, tendo recebido sondagens nesta janela sem que o Vasco os negociasse até aqui.
Segundo o ge, a zaga e o lado do ataque são vistos como prioridades para esta janela de transferências. Saldivia recusou sondagens do Huracán, da Argentina, mas o Vasco não se oporia a negociá-lo, embora prefira contratar um jogador para a posição antes. Marino Hinestroza custou um alto valor no início da temporada, e o clube não deseja se desfazer do atleta a qualquer custo ou emprestá-lo antes de reforçar o elenco.
Além de Colidio, o Vasco tem negociações com Deossa para o meio de campo, em uma novela que já se arrasta há meses, e há nomes estrangeiros mapeados para o ataque. A CBF aumentou o limite de nove estrangeiros relacionados por jogo no Brasileirão em 2024 — até 2023, o máximo era de sete. Cada clube pode ter mais gringos no elenco, mas só tem a permissão de relacionar nove para cada partida.
Com informações do NetVasco, que cita Blog Mercado da Bola - UOL.
## Análise Expresso98
O Vasco elevou a oferta por Facundo Colidio a US$ 5 milhões por 50% dos direitos econômicos e mantém conversas abertas com o River Plate, enquanto a negociação por Santiago Sosa caminha para conclusão. Com a iminente chegada do volante argentino, o clube atingirá exatamente o limite de nove estrangeiros permitidos para relacionar em partidas do Brasileirão, o que coloca um dilema de gestão de elenco: qualquer novo gringo — seja Colidio, seja outro nome mapeado para o ataque — obrigará Pedro Emanuel a deixar alguém de fora da lista. O cenário reflete a estratégia agressiva da diretoria nesta janela, mas também a urgência de uma equipe que ocupa a 18ª posição, com 21 pontos em 20 jogos e sequência de quatro derrotas consecutivas.
A favor do Vasco pesa a clareza de prioridades e a disposição financeira para reforçar justamente onde o time mais necessita — zaga e ataque —, setores identificados como carentes pela comissão técnica. A insistência por Colidio, com o jogador já tendo manifestado desejo de sair do River, mostra que o clube não desistiu do alvo mesmo diante da resistência inicial do clube argentino. Admar Lopes aproveitou a viagem para fechar Sosa e adiantou as conversas presencialmente, sinal de método e organização. A ampliação do limite de estrangeiros pela CBF em 2024 dá margem para montar elenco mais qualificado tecnicamente, e nomes como Puma Rodríguez, versátil e importante, garantem opções táticas para o técnico português.
A preocupação reside justamente no quebra-cabeça de relacionados: Saldivia e Marino Hinestroza, contratados no início da temporada, não se firmaram e já receberam sondagens, mas o Vasco prefere contratar antes de negociar — o que trava o fluxo de saídas e pode emperrar entradas. Hinestroza custou alto e o clube não quer perdê-lo a qualquer preço, enquanto Saldivia recusou proposta do Huracán e segue no limbo. A situação atual — lanterna da faixa de rebaixamento, com sequência de quatro derrotas e confronto direto contra o Fluminense pela Sul-Americana na próxima quarta-feira — cobra urgência, mas a montagem do elenco ainda está em curso e o tempo aperta. A dependência de três estrangeiros titulares (Cuesta, Andrés Gómez e Spinelli) e a chegada de Sosa mostram qualidade, mas também risco: qualquer lesão ou desfalque obriga a escolher quem fica de fora, e jogadores como Nuno Moreira e Rojas já perderam espaço.
A leitura do Expresso98 é de expectativa cautelosa. O Vasco está fazendo a lição de casa no mercado, com investimento robusto e foco nas carências do elenco, mas a tradução em resultados ainda não apareceu — e a tabela não espera. Colidio pode ser a peça que faltava para o ataque ganhar mais profundidade, mas a negociação segue em andamento e o River ainda não sinalizou oficialmente a liberação. O teto de nove estrangeiros relacionados é, ao mesmo tempo, trunfo e encruzilhada: permite trazer qualidade, mas exige escolhas difíceis a cada rodada. A janela tem sido movimentada, os nomes são de nível, mas o Cruzmaltino precisa transformar reforços em pontos — e rápido. O cenário é de clube que não se acomodou na zona de risco, mas que ainda busca o eixo entre gestão de elenco, montagem de time competitivo e recuperação na tabela. A resposta virá nos gramados, a começar pelo duelo decisivo da próxima quarta-feira.
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