Vasco empata com Mirassol, segue no Z-4 e sofreu gols em 19 dos 20 jogos no Brasileiro

Vasco empata com Mirassol, segue no Z-4 e sofreu gols em 19 dos 20 jogos no Brasileiro

O Vasco empatou em 1 a 1 com o Mirassol no último sábado, em São Januário, pela 20ª rodada do Brasileirão, e desperdiçou a chance de deixar a zona de rebaixamento antes dos jogos decisivos pelas Copas. Foi o terceiro jogo de Pedro Emanuel no comando do clube carioca, o segundo pela competição nacional, e o roteiro se repetiu: o time controla a partida, cria as melhores oportunidades, mas entrega um gol ao adversário em erro defensivo e precisa correr atrás do resultado.

O gol do Mirassol saiu aos 30 minutos do primeiro tempo, em um escanteio mal cobrado por Reinaldo. A bola poderia ter sido cortada por Cuiabano, Barros ou Puma Rodríguez, mas sobrou livre para Igor Formiga abrir o placar. Assim como aconteceu contra Vitória e Independiente Medellín, o adversário não fez força alguma para marcar contra o Vasco. A sensação geral no estádio foi a de ver um jogo que já foi exibido várias vezes no último ano e meio, seja com Fernando Diniz, Renato Gaúcho ou Pedro Emanuel no comando.

Segundo o Sofascore Brasil, o Vasco sofreu gols em 19 dos 20 jogos que disputou no Brasileirão 2026. Em 20 partidas, a equipe conquistou cinco vitórias, seis empates e nove derrotas, com aproveitamento de 35%. O time marcou 23 gols e sofreu 31, com apenas um jogo sem ser vazado. Os números revelam ainda 41 grandes chances cedidas, média de 15,4 finalizações para marcar um gol e 7,9 finalizações para sofrer, apesar de manter 54,6% de posse de bola.

Pedro Emanuel inverteu o meio de campo para a partida, saindo de um esquema com camisa 10 para um setor mais preenchido, com três volantes. Nuno Moreira deu lugar a Ramon Rique, e o Vasco também teve os desfalques de Brenner e Thiago Mendes. Spinelli e Tchê Tchê foram os substitutos. Mas nenhum esquema resiste a atuações tão ruins individuais. Barros está longe do jogador que foi em 2025, Adson voltou muito mal da pausa para a Copa, e a dupla de laterais errou demais na conclusão das jogadas.

As mexidas de Pedro Emanuel deram um levante ao time. Adson e Tchê Tchê foram substituídos por Nuno e David, que deram mais força e presença ao ataque. Jair trouxe serenidade a um meio de campo que perdeu rendimento com a queda de Ramon Rique. Gómez foi deslocado da esquerda para a direita e acertou um golaço para empatar o jogo. Depois, o Vasco teve chances para a virada, mas não soube aproveitá-las.

Em mais um jogo, o Vasco deixa evidente que precisa de uma reformulação profunda em seu plantel. Desde que voltou à Série A, as prioridades e carências do time são as mesmas: um zagueiro, um cabeça de área, um ponta e um centroavante. O torcedor parece viver num looping, em que todos os jogos e problemas são iguais, não importa os jogadores escolhidos ou o treinador que comanda o time. O clube vai para os mata-matas da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil em estado de alerta máximo no Brasileirão, com três finais pela frente contra Medellín e Fluminense.

## Análise Expresso98

O empate em 1 a 1 com o Mirassol em São Januário trouxe à tona uma sensação de repetição que vem acompanhando o Vasco ao longo de toda a temporada. Com 21 pontos em 20 jogos e ocupando a 17ª posição, o Cruzmaltino permanece na zona de rebaixamento e chega às vésperas dos confrontos decisivos pela Copa Sul-Americana e Copa do Brasil com o alerta máximo ligado. Foram cinco vitórias, seis empates e nove derrotas no Brasileirão, com aproveitamento de apenas 35%. O cenário ganha contornos ainda mais dramáticos quando se considera que o time sofreu gols em 19 das 20 partidas disputadas na competição — uma fragilidade defensiva que se tornou marca registrada independentemente do treinador no comando, seja Fernando Diniz, Renato Gaúcho ou agora Pedro Emanuel.

As mexidas promovidas pelo técnico português durante a partida demonstraram capacidade de reação e leitura de jogo. A entrada de Nuno e David deu mais presença ofensiva, enquanto Jair trouxe equilíbrio ao meio-campo que havia perdido rendimento. O golaço de Gómez, deslocado da esquerda para a direita, exemplifica como ajustes táticos podem render frutos imediatos. O Vasco chegou a criar chances para a virada após o empate, mostrando que tem repertório para buscar resultados quando organizado. A presença de Bruno Guimarães em São Januário vestindo a camisa do clube, além de reforçar os vínculos afetivos do volante da seleção brasileira com o Cruzmaltino, trouxe um sopro de moral num momento em que qualquer gesto de apoio ganha peso.

A repetição de erros defensivos, porém, continua impedindo que o time deslanche. O gol do Mirassol, saído de escanteio mal cobrado por Reinaldo e não cortado por Cuiabano, Barros ou Puma Rodríguez, replica um padrão visto contra Vitória e Independiente Medellín: adversários marcando sem grande esforço, aproveitando-se de falhas individuais grotescas. Os números são duros — 31 gols sofridos, 41 grandes chances cedidas, média de 7,9 finalizações para tomar um gol —, mas o mais preocupante é que nenhuma mudança de esquema ou de peças parece alterar o roteiro. Barros está longe do nível apresentado na temporada passada, Adson voltou muito mal da pausa e a dupla de laterais errou demais nas conclusões. A sensação de "looping", em que todos os jogos e problemas parecem iguais, ecoa na arquibancada e expõe a necessidade de uma reformulação profunda no plantel.

**Leitura Expresso98:** O Vasco está diante de um momento que exige frieza e pragmatismo máximos. Os três compromissos pela frente — dois contra o Independiente Medellín pela Sul-Americana e um contra o Fluminense pela Copa do Brasil — chegam num contexto de fragilidade no Brasileirão que não permite margem para erro. A campanha de 35% de aproveitamento e a permanência na zona de rebaixamento mostram que o clube precisa encontrar soluções urgentes para problemas estruturais que vêm se repetindo há um ano e meio. As carências de sempre — zagueiro, cabeça de área, ponta e centroavante — seguem expostas, e enquanto a reformulação não acontece, a missão é extrair o máximo do elenco atual. Pedro Emanuel demonstrou capacidade de ajuste tático, mas até os melhores planos esbarram em falhas individuais quando a concentração e a execução não acompanham. O time tem qualidade para criar chances; precisa urgentemente aprender a não entregá-las na mesma proporção.

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Por Redação Expresso98 · Publicado em 26 de julho de 2026

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