Vasco encerra primeiro turno na zona de rebaixamento e sem vitórias fora de casa

O Vasco da Gama encerrou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2026 na 17ª posição, dentro da zona de rebaixamento, com 20 pontos somados. O Cruz-Maltino não conseguiu vencer nenhuma partida como visitante nas nove realizadas até aqui, com quatro empates e cinco derrotas longe do Rio de Janeiro.
A última derrota fora de casa veio na quinta-feira (16), quando o Vasco perdeu para o Vitória por 1 a 0 no Barradão, em Salvador. Segundo o NetVasco, a partida marcou a estreia de Pedro Emanuel, o terceiro treinador do clube apenas neste Brasileirão, após as passagens de Fernando Diniz e Renato Gaúcho.
Além do Gigante da Colina, outros quatro clubes da competição também não conseguiram os três pontos longe dos seus estádios no primeiro turno: Santos, Grêmio, Vitória e Chapecoense. A Chapecoense amarga a pior campanha como visitante, com apenas dois pontos conquistados.
Após os jogos realizados na sexta-feira (17), o Vasco segue na 17ª colocação. Foram disputados três confrontos: Bahia 2 x 0 Chapecoense (jogo atrasado), Fluminense 1 x 1 Red Bull Bragantino (19ª rodada) e Mirassol 2 x 1 Grêmio (19ª rodada). Os resultados mantiveram o Cruz-Maltino na posição de abertura da zona de descenso.
O próximo compromisso do clube pelo Brasileirão será em São Januário, contra o Mirassol, em 25 de julho. Antes disso, o Gigante da Colina encara o Independiente Medellín na quarta-feira (22), no jogo de ida dos playoffs da Copa Sul-Americana, no estádio Atanasio Girardot, na Colômbia.
Entre os nove jogos como visitante no primeiro turno, o Vasco perdeu para Mirassol (2x1, 1ª rodada), Santos (2x1, 4ª rodada), Corinthians (1x0, 13ª rodada), Internacional (4x1, 16ª rodada) e Vitória (1x0, 19ª rodada). Os empates vieram contra Cruzeiro (3x3, 6ª rodada), Coritiba (1x1, 9ª rodada), Remo (1x1, 11ª rodada) e Flamengo (2x2, 14ª rodada).
## Análise Expresso98
O Vasco da Gama encerrou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2026 exatamente onde não poderia estar: na 17ª posição, com 20 pontos, dentro da zona de rebaixamento. A estreia de Pedro Emanuel, o terceiro técnico do clube apenas neste Brasileirão, selou-se com mais uma derrota fora de casa — 1 a 0 para o Vitória no Barradão —, perpetuando um jejum inaceitável: nenhuma vitória como visitante em nove jogos, com quatro empates e cinco derrotas longe do Rio de Janeiro. O Cruz-Maltino chega à metade do campeonato com a clara sensação de que desperdiçou pontos preciosos e que a situação exige reação imediata, sem margem para adaptações lentas ou experiências. A troca de comando técnico pela terceira vez na temporada — após as passagens de Fernando Diniz e Renato Gaúcho — revela instabilidade institucional e alimenta a desconfiança sobre a capacidade do clube de construir qualquer projeto consistente em meio ao caos.
Há, é verdade, a chegada de Pedro Emanuel com contrato até dezembro de 2027 e uma comissão técnica estruturada — o português abriu mão de proposta milionária na Arábia Saudita e traz consigo auxiliares, preparador físico e analista de desempenho. O próximo compromisso pelo Brasileirão será em São Januário, contra o Mirassol, onde o Gigante da Colina ainda pode encontrar algum alento jogando em casa. Antes disso, a Copa Sul-Americana oferece uma chance de oxigênio emocional, ainda que o confronto contra o Independiente Medellín, na Colômbia, coloque novamente à prova a fragilidade do time como visitante.
O que preocupa, no entanto, é muito mais grave. O Vasco divide com Santos, Grêmio, Vitória e Chapecoense a constrangedora estatística de não ter vencido nenhuma partida fora de casa no primeiro turno — e a Chapecoense, com apenas dois pontos conquistados longe de seus domínios, amarga a pior campanha como visitante. O saldo de gols negativo (-8), a forma recente preocupante e a lista de derrotas sofridas — Mirassol, Santos, Corinthians, Internacional e Vitória — expõem um time sem consistência, vulnerável taticamente e incapaz de segurar resultados quando mais precisa. Pedro Emanuel estreou com apenas três dias de trabalho no CT Moacyr Barbosa; é irreal esperar que consiga reverter, em tão pouco tempo, os vícios de uma equipe que já passou pelas mãos de dois treinadores e de um interino nesta temporada. A instabilidade no comando técnico corrói qualquer possibilidade de evolução coletiva e joga o Vasco em um ciclo vicioso de apagamento de incêndios.
A leitura é dura, mas honesta: o Vasco da Gama encerra o primeiro turno em situação de risco concreto de rebaixamento, sem vitórias fora de casa e carregando o peso de três trocas de técnico em meio à competição. A história de 1898, a glória de 1948 e a Libertadores de 1998 parecem distantes demais diante de um presente que exige, acima de tudo, humildade, trabalho e coragem para enfrentar uma briga que o clube jamais deveria estar travando. O segundo turno será, inevitavelmente, uma guerra de sobrevivência — e o Gigante da Colina precisa acordar antes que seja tarde demais.
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