Vasco enfrenta Mirassol em confronto direto no Z4 sem nunca ter vencido o rival

Vasco enfrenta Mirassol em confronto direto no Z4 sem nunca ter vencido o rival

O Vasco recebe o Mirassol neste sábado (25/7), às 20h30, em São Januário, pela abertura do returno do Campeonato Brasileiro. O confronto direto opõe o Cruzmaltino, 17º colocado com 20 pontos, ao Leão Caipira, 18º com 19. O primeiro time fora da zona de rebaixamento é o Grêmio, com 21 pontos.

Apesar de ser mais tradicional que o Mirassol, que disputa a Série A pela segunda vez na história, o Vasco nunca conseguiu vencer o adversário. Segundo o NetVasco, os times se enfrentaram três vezes, todas com vitórias do Mirassol. O retrospecto mostra 100% de aproveitamento para o clube paulista, com sete gols marcados contra três do Vasco — média de 2,3 gols por jogo contra 1,0.

Os confrontos históricos começaram em 2/8/2025, com vitória do Mirassol por 3 a 2 no Maião, com gols de Negueba, Chico da Costa e Alesson contra Pumita Rodríguez e Pablo Vegetti. Em 2/12/2025, o Mirassol venceu em São Januário por 2 a 0, com gols de Renato Marques e Carlos Eduardo. O último duelo foi em 29/1/2026, também no Maião, com vitória por 2 a 1 do Leão Caipira — Carlos Cuesta (contra) e Eduardo marcaram para o Mirassol, e Coutinho descontou para o Vasco.

O desafio vascaíno é agravado pela perda de protagonismo do ataque em 2026. Segundo o ge.globo, com 49 gols na temporada, o Vasco é o sétimo pior ataque entre todos os times da Série A. Claudio Spinelli lidera a artilharia do clube no ano com seis gols, incluindo um no empate por 2 a 2 contra o Independiente Medellín, da Colômbia, pelos playoffs da Copa Sul-Americana. Puma Rodríguez e Thiago Mendes aparecem em segundo, ambos com cinco gols.

Os números contrastam com a temporada anterior, quando os três principais artilheiros de 2025 — Vegetti, Rayan e Coutinho — marcaram juntos 58 dos 94 gols do time, representando 61,7% do total. Vegetti terminou 2025 como artilheiro do Brasil com 27 gols e havia marcado 20 gols nesta mesma data no ano passado. Rayan somou 20 gols antes de ir para o Bournemouth. Todos deixaram o clube no início de 2026.

Os reforços contratados não corresponderam ao investimento. Marino Hinestroza e Brenner custaram cerca de R$ 61 milhões, mas o colombiano não soma participação em gol, enquanto Brenner tem apenas três gols em 26 jogos. O Vasco passou em branco nos três últimos jogos do Brasileirão, agravando a situação na tabela.

Para reverter o retrospecto negativo e deixar a zona de rebaixamento, o Cruzmaltino aposta na força de São Januário e na eficiência de Spinelli, contratado no início da temporada para substituir Vegetti. Andrés Gómez também é esperança ofensiva para o confronto direto.

## Análise Expresso98

O Vasco enfrenta o Mirassol neste sábado (25/7), às 20h30, em São Januário, num confronto direto pela sobrevivência na Série A. O Cruzmaltino ocupa a 17ª posição com 20 pontos em 19 jogos, apenas um ponto à frente do adversário paulista, que tem 19 e está na 18ª colocação. A abertura do returno chega num momento crítico: o time vem de quatro derrotas consecutivas (LLLLW nos últimos cinco jogos, todas as competições), passou em branco nos três últimos jogos do Brasileirão e carrega um retrospecto humilhante contra o Mirassol — três confrontos, três derrotas, nenhuma vitória. Para um clube centenário que já conquistou Libertadores, Sul-Americano de Campeões e quatro títulos brasileiros, a situação atual expõe a profundidade da crise esportiva e institucional.

São Januário será o palco da tentativa de reação, e o Vasco aposta na força da Colina para reverter o retrospecto negativo — embora o histórico recente mostre que o Mirassol já venceu na casa vascaína por 2 a 0 em dezembro de 2025. O ataque, mesmo enfraquecido, conta com Claudio Spinelli (seis gols na temporada, artilheiro do clube em 2026) e Andrés Gómez como principais esperanças ofensivas. Nos bastidores, a negociação por Nelson Deossa avança — o Vasco já providenciou apartamento para o colombiano na Barra da Tijuca, sinalizando que a contratação está em estágio final —, e a indefinição orçamentária pode começar a se resolver com o avanço do acordo envolvendo Marcos Lamacchia. A partida de volta dos playoffs da Sul-Americana, marcada para a próxima quarta-feira em casa, ainda mantém viva outra frente de disputa.

O que preocupa é justamente o tamanho do abismo entre o passado glorioso e o presente medíocre. O Vasco é o sétimo pior ataque da Série A em 2026, com apenas 49 gols na temporada — um contraste brutal com 2025, quando Vegetti (27 gols), Rayan (20) e Coutinho somaram sozinhos 58 dos 94 gols do time. Vegetti, que havia marcado 20 gols nesta mesma data no ano passado e terminou 2025 como artilheiro do Brasil, saiu no início de 2026 junto com os demais protagonistas, e os reforços custosos não corresponderam: Marino Hinestroza e Brenner custaram cerca de R$ 61 milhões, mas o colombiano não tem participação em gol e Brenner acumula apenas três gols em 26 jogos. O retrospecto contra o Mirassol — três derrotas em três jogos, 7 a 3 no saldo de gols, média de apenas 1,0 gol por jogo contra 2,3 do adversário — materializa a impotência ofensiva vascaína. A indefinição orçamentária, a busca por um centroavante e um atacante de velocidade, e o desgaste de atletas como Alan Saldivia (que recentemente gerou repercussão negativa nas redes sociais ao trocar de empresário) expõem a fragilidade interna. A situação financeira segue incerta, mesmo com a autorização do financiamento DIP (tipo de crédito para empresas em recuperação judicial), e grupos de oposição já articulam investidor para eventual leilão da SAF.

A dura verdade é que o Vasco, 17º colocado com saldo negativo de oito gols, precisa vencer um adversário recém-chegado à elite contra o qual nunca ganhou, num momento em que o ataque está apagado, o elenco desfalcado (Mateus Carvalho lesionado) e a confiança abalada por quatro derrotas seguidas. São Januário, que em 1927 foi o maior estádio das Américas e testemunhou glórias continentais, virou palco de um drama indigno do Gigante da Colina: lutar para não cair à Série B pela segunda vez na história. O confronto direto deste sábado não é só mais uma rodada do Brasileirão — é um retrato cruel de até onde o clube mergulhou, e o risco real de que o abismo fique ainda mais fundo caso o retrospecto humilhante contra o Mirassol se repita pela quarta vez consecutiva.

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Publicado em 24 de julho de 2026

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