Vasco enfrenta Olimpia nas oitavas da Sul-Americana em agosto
A Conmebol definiu as datas e horários das oitavas de final da Sul-Americana. O Vasco da Gama receberá o Olimpia em São Januário no dia 13 de agosto, às 19h, e buscará a classificação no Paraguai no dia 20.

A Confederação Sul-Americana de Futebol divulgou nesta quinta-feira a tabela completa das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O Club de Regatas Vasco da Gama enfrentará o Olimpia, do Paraguai, em confronto decisivo marcado para agosto.
O primeiro duelo está agendado para o dia 13 de agosto, às 19h, em São Januário, onde a delegação cruzmaltina terá o apoio da torcida para construir vantagem na eliminatória. A partida de volta ocorrerá no dia 20 de agosto, também às 19h, em solo paraguaio.
O clube carioca, que ocupa atualmente a 18ª posição no Campeonato Brasileiro com 21 pontos em 20 jogos, busca na competição continental uma oportunidade de redenção na temporada.
Com informações do NetVasco, que cita X Conmebol Sudamericana.
## Análise Expresso98
O sorteio da Conmebol definiu o caminho do Vasco nas oitavas de final da Sul-Americana: o Olimpia, do Paraguai, será o adversário em confronto marcado para agosto, com ida em São Januário no dia 13 e volta no dia 20 em solo paraguaio. A competição continental surge como alternativa de resgate numa temporada que, até aqui, tem sido áspera no Brasileiro — o Cruz-Maltino ocupa a 18ª colocação com 21 pontos em 20 jogos, saldo negativo de oito gols e sequência de quatro derrotas consecutivas nos últimos cinco compromissos, cenário que coloca pressão sobre a comissão técnica de Pedro Emanuel e exige reação urgente para afastar o fantasma da zona de perigo.
A vantagem de decidir a eliminatória em casa é trunfo que o Gigante da Colina precisa explorar. São Januário, palco de glórias históricas desde 1927, viu a torcida esgotar a arquibancada em jogos recentes da Sul-Americana e demonstrar engajamento mesmo em meio às turbulências do Brasileirão. O intervalo entre a definição do confronto e a bola rolar em agosto oferece tempo para ajustes táticos e eventual recuperação física do elenco, além de permitir que a diretoria avalie reforços pontuais caso a janela de transferências esteja aberta. A Copa Sul-Americana, competição que o clube jamais conquistou, representa chance real de título continental e de devolver protagonismo a uma instituição que carrega no peito a Cruz de Malta e a memória do Expresso da Vitória de 1948.
Por outro lado, a instabilidade no Brasileiro acende o sinal de alerta: não há margem para dividir forças sem risco. A sequência recente de tropeços — quatro derrotas nos últimos cinco jogos — expõe fragilidades defensivas, falta de consistência ofensiva e oscilação emocional que podem se agravar caso o time não encontre equilíbrio nas próximas rodadas. O confronto contra o Fluminense, marcado para 1º de agosto, antecede em menos de duas semanas o duelo de ida contra o Olimpia e serve de termômetro: será preciso chegar inteiro, confiante e sem o desgaste adicional de uma luta direta contra o rebaixamento. A reforma de São Januário segue em compasso de espera — orçamento reestimado em R$ 800 milhões, obras paradas, dependência da venda de potencial construtivo —, e o clube não pode se dar ao luxo de perder receita e prestígio por falta de planejamento esportivo.
A Sul-Americana é chance concreta de virada de chave, mas não pode virar álibi para negligenciar o Brasileiro. O Vasco precisa de lucidez para administrar calendário, elenco e expectativas: vencer o Olimpia em agosto exigirá time inteiro, torcida mobilizada e, sobretudo, recuperação dos pontos que faltam para tirar o clube da incômoda 18ª posição. A história ensina que o Cruzmaltino é gigante quando abraça sua identidade e encara a pressão de frente — agora é hora de provar que 1948 e 1998 não foram acaso, mas caráter.
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